A lei dos lombardos
(Edictus Rothari), povo que se instalou na Itália no século VII e era
considerado bárbaro pelos romanos, estabelecia uma série de reparações
pecuniárias (composições) para punir aqueles que matassem, ferissem ou
aleijassem os homens livres. A lei dizia: “para todas estas chagas e feridas estabelecemos
uma composição maior do que a de nossos antepassados, para que a vingança que é
inimizade seja relegada depois de aceita a dita composição e não seja mais
exigida nem permaneça o desgosto, mas dê-se a causa por terminada e mantenha-se
a amizade.”
ESPINOSA, F. Antologia de
textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1976 (adaptado).
A justificativa
da lei evidencia que
a) se
procurava acabar com o flagelo das guerras e dos mutilados.
b) se
pretendia reparar as injustiças causadas por seus antepassados.
c) se
pretendia transformar velhas práticas que perturbavam a coesão social.
d) havia
um desejo dos lombardos de se civilizarem, igualando-se aos romanos.
e) se
instituía uma organização social baseada na classificação de justos e injustos.
Resposta da questão 5:
[C]
O Edito
de Rotário (Edictus Rothari) foi
promulgado pelo rei lombardo Rotário em 643. Com 388 artigos e redigido em
latim, abrangia não somente a tradição nacional lombarda, mas também outras
legislações bárbaras e também o direito romano (justiniano e
pré-justiniano).
A maior
novidade introduzida pela legislação de Rotário foi a abolição da faida,
isto é, da vingança privada, e sua substituição pelo guidrigildo, uma
compensação em dinheiro do ofensor a quem havia sofrido o dano (ou a seus
parentes em caso de homicídio). O guidrigildo representava o valor de uma
pessoa e não era um valor fixo segundo a gravidade objetiva da ofensa sofrida,
mas variava segundo a condição jurídica e a função exercida pela pessoa que
havia sofrido o dano.






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