ENEM 2013 QUESTÃO 37
Nos últimos decênios, o território conhece grandes mudanças em função de acréscimos técnicos que renovam a sua materialidade, como resultado e condição, ao mesmo tempo, dos processos econômicos e sociais em curso.
SANTOS, M. SILVEIRA; M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).
- Areforma e ampliação de aeroportos nas capitais dos estados.
- Bampliação de estádios de futebol para a realização de eventos esportivos.
- Cconstrução de usinas hidrelétricas sobre os rios Tocantins, Xingu e Madeira.
- Dinstalação de cabos para a formação de uma rede informatizada de comunicação.
- Eformação de uma infraestrutura de torres que permite a comunicação móvel na região.
Resolução
Nos últimos anos, a fronteira econômica avançou sobre a Amazônia Legal no que diz respeito aos meios energéticos. Com a construção de gigantescas hidrelétricas, diversos hectares são destruídos pelos alagamentos das áreas de barragem, já que os rios da Amazônia não são caudalosos, necessitando da técnica para transformar as paisagens do norte do Brasil e o melhor aproveitamento energético das usinas.
RESPOSTA CORRETA:
C
construção de usinas hidrelétricas sobre os rios Tocantins, Xingu e Madeira.
http://educacao.globo.com/provas/enem-2013/questoes/37.html
http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/enem-2013-correcao-questao-37-ciencias-humanas-758365.shtml
Hidrelétricas no rio Xingu
O rio Xingu nasce a oeste da Serra do Roncador e ao norte da Serra Azul, no leste do Mato Grosso. Corre na direção sul-norte, paralelo aos rios Tapajós e Tocantins, e após percorrer pouco mais de 2 mil quilômetros, deságua ao sul da Ilha de Gurupá (PA), na margem direita do Amazonas, do qual é um dos maiores afluentes.
Segundo os estudos elaborados pela Eletronorte entre 1975 e 1980, a Bacia Hidrográfica do Xingu, que se estende por 450 mil km2, tem um potencial hidrelétrico de 22 mil megawatts, um dos maiores do país. A Volta Grande do Xingu, uma queda de 96 metros onde o rio quadruplica de largura e forma diversas cachoeiras e ilhas, concentra boa parte do potencial hidrelétrico do rio sendo por isso o local escolhido para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Hidrelétrica de Belo Monte
A Hidrelétrica de Belo Monte é um dos sete barramentos previstos no projeto elaborado na década de 1980, pela Eletronorte para o rio Xingu. Com potência de 11.182 megawatts (MW), terá um reservatório de 400 km2 – projetado inicialmente para 1.200 km2 mas vetado pelos estudos de impacto ambiental e pela pressão das comunidades indígenas, tradicionais e organizações ambientalistas da região. Voltada principalmente ao abastecimento do Sudeste e Nordeste, Belo Monte representaria hoje um aumento de quase 20% da capacidade instalada do país.
Entre os impactos socioambientais gerados pela construção da usina estão a inundação constante, hoje sazonal, dos igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. Redução da vazão da água a jusante do barramento do rio na Volta Grande do Xingu e interrupção do transporte fluvial até o Rio Bacajá, único acesso para comunidades ribeirinhas e indígenas. Remanejamento de cerca de duas mil famílias que vivem hoje em condições precárias na periferia de Altamira, de 800 famílias da área rural de Vitória do Xingu e de 400 famílias ribeirinhas, e alteração do regime do rio sobre os meios biótico e socioeconômico, com redução do fluxo da água.
Embora o remanejamento da população atingida por Belo Monte tenha sido contemplado em documentos da Eletronorte, o Movimento pelo Desenvolvimento do Xingu e Transamazônica (MDTX) não acredita que as famílias que vivem hoje na área a ser alagada em Altamira serão indenizadas, pois não possuem título de posse de terra. De acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), existem hoje cerca de 1 milhão de pessoas desalojadas no Brasil em consequência da construção de barragens, sendo que 70% delas perderam absolutamente tudo e que mais de 34 mil km2 foram inundados para a formação de reservatórios.
Fonte: Instituto Socioambiental.
Segundo os estudos elaborados pela Eletronorte entre 1975 e 1980, a Bacia Hidrográfica do Xingu, que se estende por 450 mil km2, tem um potencial hidrelétrico de 22 mil megawatts, um dos maiores do país. A Volta Grande do Xingu, uma queda de 96 metros onde o rio quadruplica de largura e forma diversas cachoeiras e ilhas, concentra boa parte do potencial hidrelétrico do rio sendo por isso o local escolhido para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Hidrelétrica de Belo Monte
A Hidrelétrica de Belo Monte é um dos sete barramentos previstos no projeto elaborado na década de 1980, pela Eletronorte para o rio Xingu. Com potência de 11.182 megawatts (MW), terá um reservatório de 400 km2 – projetado inicialmente para 1.200 km2 mas vetado pelos estudos de impacto ambiental e pela pressão das comunidades indígenas, tradicionais e organizações ambientalistas da região. Voltada principalmente ao abastecimento do Sudeste e Nordeste, Belo Monte representaria hoje um aumento de quase 20% da capacidade instalada do país.
Entre os impactos socioambientais gerados pela construção da usina estão a inundação constante, hoje sazonal, dos igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. Redução da vazão da água a jusante do barramento do rio na Volta Grande do Xingu e interrupção do transporte fluvial até o Rio Bacajá, único acesso para comunidades ribeirinhas e indígenas. Remanejamento de cerca de duas mil famílias que vivem hoje em condições precárias na periferia de Altamira, de 800 famílias da área rural de Vitória do Xingu e de 400 famílias ribeirinhas, e alteração do regime do rio sobre os meios biótico e socioeconômico, com redução do fluxo da água.
Embora o remanejamento da população atingida por Belo Monte tenha sido contemplado em documentos da Eletronorte, o Movimento pelo Desenvolvimento do Xingu e Transamazônica (MDTX) não acredita que as famílias que vivem hoje na área a ser alagada em Altamira serão indenizadas, pois não possuem título de posse de terra. De acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), existem hoje cerca de 1 milhão de pessoas desalojadas no Brasil em consequência da construção de barragens, sendo que 70% delas perderam absolutamente tudo e que mais de 34 mil km2 foram inundados para a formação de reservatórios.
Fonte: Instituto Socioambiental.
http://www.riosvivos.org.br/Canal/Hidreletricas+no+rio+Xingu/538





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