Defesa do ex-ministro pediu novo responsável pela investigação sobre interferência do presidente na PF
Henrique Gimenes

Nesta terça-feira (13), a defesa do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, solicitou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que defina um novo relator para o inquérito que investiga uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). A medida ocorre após o relator da ação, ministro Celso de Mello, se aposentar da Corte.
“Em virtude da aposentadoria do Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Celso de Mello, torna-se necessária a redistribuição do feito, considerando a natureza do procedimento”, informou a defesa de Moro.
O inquérito foi iniciado depois de Sergio Moro pedir demissão do cargo e apontar a suposta interferência do presidente por querer mudar o comando da PF. Bolsonaro, no entanto, negou ter cometido qualquer irregularidade.
Em entrevista à CNN Brasil, Moro disse que a iniciativa de pedir um novo relator partiu de sua defesa. Ele também negou ter problemas com o desembargador Kassio Marques, indicado de Bolsonaro para a vaga, e que poderia herdar o inquérito.
– É uma decisão da [minha] defesa. Ela tem as razões dela. Não tenho nada contra o ministro, ao candidato [Kássio Nunes Marques] indicado [ao STF]. Talvez, a minha única contrariedade em relação a isso, foram algumas declarações que o candidato fez e sugerem que ele não seria favorável a uma revisão da jurisprudência para restabelecer a execução criminal. Mas isso não significa que ele não seja um bom jurista. São divergências razoáveis. Não o conheço ele. Torço para que tenha sucesso – destacou.





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