*𒍨 RIO DE JANEIRO* | 'Não tem nada que justifique o que fizeram com meu filho', lamenta mãe de jovem morto em Santa Cruz.


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'Não tem nada que justifique o que fizeram com meu filho', lamenta mãe de jovem morto em Santa Cruz.



Cauã Neres das Chagas, de 17 anos, foi morto por cinco amigos devido a um desentendimento causado por um celular.

Por Brenda São Paio
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Vanessa Neres, mãe de Cauã, e Celso das Chagas, avô do adolescente, no IML de Campo Grande para fazer o reconhecimento do corpo.
Vanessa Ataliba/Agência O Dia


"Não tem nada que justifique o que fizeram com meu filho", disse, sob forte emoção, Vanessa Neres, mãe de Cauã Neres das Chagas, de 17 anos, que foi espancado até a morte em Santa Cruz, na Zona Oeste. Familiares do adolescente estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande para fazer a liberação do corpo na a manhã desta quinta-feira (14).

Para a mãe, o que mais importa no momento é lutar por justiça pelo seu filho. Segundo ela, foi a própria família quem se organizou para descobrir o paradeiro do jovem após o desaparecimento repentino.

"Foi muito difícil saber que meu filho estava morto, mas graças a Deus, eu lutei por justiça. Eu fui atrás do que eu tinha que ir. É uma dor que eu não desejo para ninguém! Eu fui conversar com três, que se diziam amigos do meu filho, que estavam junto com ele. Eles [os amigos], sabendo que o desaparecimento iria ter mídia, me procuraram e resolveram se entregar, com medo do que acontecesse caso ele não se entregassem", disse ela.

Os cinco suspeitos de envolvimento na morte de Cauã, identificados como Ricardo dos Anjos Camargo, Wesley Silva Nascimento Carvalho, Gabriel Werneck Guimarães, Gustavo Henrique Frazão Romão e Jorge Mendes Macedo, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. Eles foram presos na última quarta-feira (13) e, segundo a polícia, confessaram o crime.

Vanessa contou ainda que encontrou o pai de um dos suspeitos, que até então não sabia o ocorrido, e o indagou sobre como o filho vinha agindo depois de ter cometido o crime.

"São monstros! Teve um pai que falou que ele [o suspeito] estava vivendo a vida normal. O pai dele não sabia nem o que estava fazendo na delegacia. O filho ligou, ele estava vindo do serviço e falou: 'eu eu não sei o que que meu filho mandou eu vim fazer aqui'. Depois que ficou sabendo de tudo, ele falou que que estava vivendo normalmente. É isso que não entra na minha cabeça", expôs ela.

Carla Neres, tia do adolescente, também esteve no IML e relembrou a forma como seu sobrinho era visto no bairro onde moravam e de como era prestativo para a vizinhança. "Cauã era muito conhecido, muito querido, todos gostavam dele. Um garoto que não era prestativo dentro de casa, mas que era prestativo para todos da rua. Todos pediam qualquer coisa para o Cauã, e ele fazia com maior prazer".

O crime

Cauã Neres das Chagas foi morto na madrugada de domingo (10), após sair com alguns amigos para um bar. De acordo com as investigações, um dos integrantes do grupo havia perdido um celular e o adolescente acabou encontrando posteriormente, o que levantou a desconfiança dos jovens.

Após isso, o grupo decidiu dar uma lição no adolescente, o agredindo brutalmente o estrangulando até a morte. De acordo com o delegado Fabio Luiz Souza, titular da 36ª DP (Santa Cruz) delegacia responsável pelo caso, a decisão de matar Cauã surgiu do medo do adolescente contar que havia sido agredido.

Vanessa contou que passou a desconfiar do desaparecimento do filho após passar a investigar mais a fundo toda a situação, já que ninguém havia visto o jovem após sua ida ao bar com os suspeitos do crime.

"Eu fui atrás de tudo, minha irmã, todo mundo ajudou. Eu falei assim:

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