Compilação:
Janildo da Silva Arantes e comentários
01
- Policiamento
ostensivo e preservação da ordem pública são atribuições de
qual instituição de acordo com o art.
144, §
5º, da Constituição Federal:
a)
Policia Penal
b)
Policia militar
c)
Guarda Municipal
d)
Forca Nacional
02
– A busca pessoal realizada em mulher de acordo com o Art. 249 do
CPP será realizada:
a)
Por outra mulher mediante mandado judicial
b)
Por outra mulher, sob pena de abuso de autoridade se realizada por
homem
c)
Sem a necessidade da fundada suspeita
d)
Será feita por outra mulher, desde que não importe prejuízo a
diligencia.
Artigo
244 – “A busca pessoal independerá de mandado, no caso de
prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja
na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam
corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de
busca domiciliar.”
Art.
249. A busca em mulher será feita por outra mulher,
se
não importar retardamento ou prejuízo da diligência.
|
03
- No
tocante aos aspectos jurídicos da abordagem policial, nos termos do
código de processo penal, artigo 244, o fundamento da abordagem
policial sempre será a fundada suspeita, e para sua realização:
a)
Mesmo que configurada a fundada suspeita depende da autorização da
central de operações
b)
Dependerá da expedição de mandado judicial
c)
Dependerá do tipo de veste do abordado
d)
É necessário objetivar a fundada suspeita
Artigo
244 – “A busca pessoal independerá de mandado, no caso de
prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja
na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam
corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de
busca domiciliar.”
|
04
- Considerando
o Art. 23 do código penal brasileiro. Durante ação policial de
abordagem a excludente de ilicitude que ampara a ação policial para
a realização do disparo de arma de fogo que resulta no óbito do
infrator é:
a)
Estrito cumprimento do dever legal
b)
Legitima defesa
c)
Estado de necessidade
d)
Exercício regular de um direito
|
Art.
23 -
Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I
-
em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
II
-
em legítima defesa; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III
-
em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de
direito. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)Excesso
punível (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo
único -
O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá
pelo excesso doloso ou culposo. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
|
05
- sobre o uso de algemas e a súmula vinculante n° 11 do STF,
assinale a alternativa correta.
a)
Não obriga o agente publico a realizar o registro escrito para
justificar sua utilização
b)
Não caracteriza abuso de autoridade o uso indiscriminado em
desconformidade com a súmula vinculante nº 11
c)
É permitido o uso de algema a qualquer momento durante a intervenção
policial em virtude da excludente do estrito cumprimento do dever
legal
d)
A resistência à prisão realizada por policial é fundamento legal
para sua utilização
SUMULA
VINCULANTE Nº
11 Disciplinando
o uso de algemas pela polícia, recentemente, em 22.8.2008, o STF
editou a Súmula Vinculante 11, do seguinte teor: Só é lícito
o
uso de algemas em casos de RESISTÊNCIA
e de FUNDADO RECEIO de FUGA ou de PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA
própria ou alheia,
por parte do preso ou de terceiros, justificada
a excepcionalidade por escrito,
sob pena de responsabilidade
disciplinar,
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade
da prisão ou
do ato processual a que se refere, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado.
Fundamentos
da Súmula Vinculante:
A
Excelsa Corte, por seu
plenário, invocou, como suporte de sua decisão, vários
preceitos constitucionais, entre eles o que coloca a dignidade da
pessoa humana como um dos fundamentos do Estado Democrático de
Direito e os que, resguardando os direitos fundamentais, proíbe o
tratamento desumano e degradante do indivíduo, a violação da
imagem das pessoas e o que assegura ao preso o respeito à sua
integridade física e moral.
A
prisão como fato único constrangedor: É
obvio que o emprego da algema constitui uma intrusão menor na
privacidade do indivíduo do que o próprio ato da prisão. Este,
sim, atenta contra sua liberdade, sua dignidade, sua integridade
moral e sua imagem pública. Decorre daí que, se o ato da prisão
for legal, seja em flagrante delito ou por ordem judicial, o uso
da algema é constitucionalmente permitido, eis que, além de se
tratar do uso moderado de força contra o preso, autorizada por
lei, visando proteger interesses maiores, como o direito à vida e
à integridade física do agente policial e de terceiros, causa
muitíssimo menos constrangimento do que a própria prisão.
O
emprego de força no ato da prisão: Há
de se reconhecer que, inerente ao ato da prisão, encontra-se a
autorização legal do emprego de força coercitiva necessária à
sua realização – Quem pode refutar isso? – por parte do
agente que o executa. Logo, o ato de algemar se insere,
naturalmente, como meio moderado e imprescindível à
implementação da medida, para que ela ocorra, eficazmente, sem
risco de vida ou de ferimentos para o policial, para terceiros e
para o próprio preso.
|
6
– Policiais
militares durante acompanhamento a indivíduos em um veículo com
queixa de roubo efetuam disparos de arma de fogo com objetivo de
parar o veículo, e um dos disparos resulta no óbito de um dos
indivíduos sem que houvesse na ação confronto. Considerando os
aspectos jurídicos da abordagem policial, a ação policial descrita
resulta em uma conduta:
a)
legal, em decorrência do estrito cumprimento do dever legal
b)
Dentro da legalidade amparada pela legitima defesa
c)
Não amparada pela excludente da legitima defesa
d)
Legal, já que o policial não assume o risco do resultado ao efetuar
disparos em criminosos em fuga no veiculo roubado
b)
Legítima
Defesa
Art.
25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos
meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a
direito seu ou de outrem.
Parágrafo
Único: Observados os requisitos previstos no caput deste artigo,
considera-se também em legítima defesa o agente de segurança
pública que repele agressão a vítima mantida refém durante
prática de crimes.
|
7
- Policial
militar que usando moderadamente dos meios necessários repele
injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem, age
em:
a)
Exercício regular do direito de usar a forca física
b)
Estrito cumprimento do dever legal podendo inclusive matar o agressor
a qualquer momento
c)
Legitima defesa própria ou de terceiros
d)
Estado de necessidade de sobreviver
b)
Legítima
Defesa
Art.
25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos
meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a
direito seu ou de outrem.
Parágrafo
Único: Observados os requisitos previstos no caput deste artigo,
considera-se também em legítima defesa o agente de segurança
pública que repele agressão a vítima mantida refém durante
prática de crimes.
O
conceito de legítima defesa, esta que é a excludente mais antiga
de todas, está baseado no fato de que o Estado não pode estar
presente em todos os lugares protegendo os direitos dos
indivíduos, ou seja, permite que o agente possa, em situações
restritas, defender direito seu ou de terceiro. Assim sendo, a
legítima defesa nada mais é do que a ação praticada pelo
agente para repelir injusta agressão a si ou a terceiro,
utilizando-se dos meios necessários com moderação.
A
formação da legítima defesa depende de alguns requisitos
objetivos. São eles:
a)
Agressão injusta, atual ou iminente;
b)
Direito próprio ou alheio; c) Utilização de meios necessários
com
moderação.
O elemento
subjetivo existente na legítima defesa é a vontade de se
defender ou
defender direito alheio.
(...)
Por
fim, faz-se necessário analisar quando o agente deverá responder
por excesso, em caso de legítima defesa. São três as situações:
a primeira refere-se à forma dolosa, a segunda culposa e a última
é aquela que se origina de erro.
A
primeira o agente tem ciência de que a agressão cessou, mas
mesmo assim, continua com sua conduta, lesando o bem jurídico do
agressor inicial. Neste caso, o agente que inicialmente se
encontra em estado de legítima defesa e excede conscientemente
seus limites, responderá pelos resultados do excesso a título de
dolo.
A
segunda se configura quando o agente que age reagindo contra a
agressão, excede os limites da causa justificante por
negligência, imprudência ou imperícia.
O
resultado lesivo causado deve estar previsto em lei como crime
culposo, para que o agente possa responder. E a última, que é
proveniente do erro, se configura no caso de legítima defesa
subjetiva. Aqui, o agente incide em erro sobre a situação que
ocorreu, supondo que a agressão ainda existe. Responderá por
culpa, caso haja previsão e se for evitável.
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8
- Policial
militar de serviço presencia uma ação criminosa e ao dar voz de
prisão ao infrator é surpreendido por um disparo de arma de fogo
efetuado pelo criminoso. O policial militar ao perceber o perigo
efetua disparo para conter a ação criminosa que resulta no óbito
do criminoso. De acordo com o exposto assinale a alternativa correta
no tocante aos aspectos jurídicos da abordagem policial:
a)
O policial militar cometeu crime culposo sem intenção de matar
b)
O policial praticou crime culposo, mas está amparado pelo estrito
cumprimento do dever legal
c)
o policial praticou homicídio doloso ao efetuar disparos de arma de
fogo no criminoso.
d)
O policial agiu em legitima defesa
9
- Individuo
em fundada suspeita se nega ordem emanada pelo policial para
realização da abordagem policial e impede a ação policial usando
da força física contra o militar. A conduta descrita resulta
RESPECTIVAMENTE no enquadramento dos seguintes crimes:
a)
Resistência e desobediência
b)
Desobediência e Resistência
c)
Desacato e resistência
d)
Desobediência e desacato
I
- Resistência (art. 329, Código Penal)
O
crime de resistência configura-se quando alguém se opõe à
execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a
funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja
prestando auxílio (art. 329, Código
Penal).
Destaque-se
que, para haver o crime, é necessário tratar-se de “execução
de ato legal”. Logo, sendo o ato ilegal, não há que se falar
em crime de resistência (Fonte: Advocacia
Pinheiro).
A
pena é aumentada, caso o ato não se execute, em razão da
resistência. O acusado poderá responder, também, pelo crime de
lesão corporal, caso haja.
II
- Desobediência (artigo 330, Código Penal)
O
crime de desobediência ocorre quando a pessoa desobedece uma
ordem legal de funcionário público. Novamente, vale enfatizar a
expressão “ordem legal”.
Assim,
para que a ordem seja considerada “legal”, é necessário que
a lei determine a ordem.
III
- Desacato (artigo 331, Código Penal)
O
artigo 331,
do Código
Penal prevê
como crime “desacatar funcionário público no exercício da
função ou em razão dela.
Desde
já, registre-se que, não existe o tal do “desacato à
autoridade”, uma vez que o desacato pode ser referir a qualquer
“funcionário público”.
Por
outro lado, o desacato ocorre, apenas, quando o funcionário
público é ofendido “no exercício da função ou em razão
dela”.
|
10
- Constranger
a alguém, com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe
sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação,
declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa, comete o
crime de:
a)
Tortura
b)
Constrangimento ilegal
c)
Abuso de autoridade
d)
Lesão corporal seguida de morte
Art.
1º
Constitui crime de TORTURA:
I
- constranger alguém com emprego de violência
ou
grave ameaça,
causando-lhe sofrimento físico
ou
mental:
a)
com
o fim de
obter informação,
declaração
ou
confissão
da
vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação
ou omissão de
natureza criminosa;
c)
em razão de discriminação
racial
ou religiosa;
II
- submeter alguém, sob
sua
guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de
aplicar castigo
pessoal ou
medida de caráter
preventivo.
Pena - reclusão, de dois a oito anos. § 1º Na mesma pena
incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato
não previsto em lei ou
não
resultante de medida legal.
§
2º Aquele que se
OMITE em face dessas condutas,
quando tinha o dever
de evitá-las ou apurá-las,
incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
§
3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a
pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a
reclusão é de oito a dezesseis anos.
§
4º Aumenta-se
a pena de
um sexto até um terço:
I
- se o crime é cometido por agente
público;
II
– se o crime é cometido contra criança,
gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60
(sessenta)
anos; (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) III - se o
crime é cometido mediante sequestro.
§
5º A condenação acarretará a PERDA
do cargo,
função ou emprego público e a INTERDIÇÃO
para seu exercício pelo
DOBRO
do
prazo da pena aplicada.
§
6º O crime de tortura é inafiançável
e
insuscetível
de
graça
ou
anistia.
§
7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do
§ 2º, iniciará o cumprimento
da pena em regime FECHADO
|
11
– Durante realização de protesto no bairro do Alecrim, devido ao
elevado número de acidentes de trânsito a via foi obstruída por
populares, impedindo o fluxo de veículos e pessoas. Durante o
patrulhamento a viatura da polícia militar se depara com a situação
e um policial ao desembarcar da viatura se aproxima de um popular que
estava no local e faz uso do spray de pimenta direcionado aos olhos
do popular a uma distância aproximada de 10 cm. De acordo com a
conduta do militar assinale a alternativa CORRETA:
a)Agiu
em conformidade com o plano de policiamento do batalhão.
b)
Agiu em desacordo com a técnica policial
c)
Agiu conforme cartão programa.
d)
Agiu conforme a tática e técnica policial para controle de
distúrbios civis.
NÍVEIS
DE USO PROGRESSIVO DA FORÇA
O
uso progressivo da força divide a ação em 6 níveis. O objetivo
é que a força utilizada seja proporcional ao nível de
resistência oferecida.Veja quais são:
NÍVEL
1: PRESENÇA FÍSICA
No
primeiro nível, apenas a presença de um vigilante uniformizado
já pode ser suficiente para prevenir um crime, ou evitar ações
de pessoas mal intencionadas.
NÍVEL
2: VERBALIZAÇÃO
É
a habilidade do vigilante de se comunicar para resolver o
conflito. Este nível de força deve ser utilizado em conjunto com
todos os outros níveis.
O
objetivo da verbalização é a redução do uso da força e o
controle do suspeito. Procure manter a calma, não use palavrões
e jamais entre em discussão.
NÍVEL
3: CONTROLE DE CONTATO
Quando
as possibilidades de verbalização se esgotarem, o vigilante pode
vir a usar suas habilidades de contato físico para controlar a
situação. Neste nível utiliza-se apenas técnicas de
imobilização e condução, por isso também é chamado de
controle de mãos livres.
NÍVEL
4: TÉCNICAS DE SUBMISSÃO
Neste
nível podem ser utilizadas as técnicas de mãos livres adequadas
e agentes químicos, suficientes para superar a resistência do
suspeito. O vigilante deve ficar atento a comportamentos mais
agressivos, para empregar níveis superiores de força se
necessário.
NÍVEL
5: TÁTICAS DEFENSIVAS NÃO LETAIS
Para
ganhar e manter o controle do indivíduo, após esgotadas todas as
tentativas dos níveis anteriores, o vigilante pode fazer uso de
métodos não letais.
Gases
fortes, forçamento de articulações, equipamentos de impacto, e
até mesmo armas de fogo, desde que sem disparo com intenção
letal, podem ser utilizados.
NÍVEL
6: FORÇA LETAL
Para
utilizar o último nível, deve-se respeitar o Triângulo da Força
Letal, modelo de tomada de decisão para que se permaneça dentro
da legalidade.
Os
3 pontos do Triângulo da Força Letal são:
HABILIDADE
O
suspeito tem capacidade física para causar dano ao vigilante ou
outros inocentes?
A
resposta é sim quando ele possuir uma arma capaz de provocar
morte ou lesões graves, como armas de fogo ou facas.
OPORTUNIDADE
Qual
o potencial do suspeito usar sua habilidade para matar ou ferir
alguém?
Um
suspeito armado com uma faca, por exemplo, tem a habilidade para
causar danos. Mas pode faltar a oportunidade se você aumentar a
distância em relação a ele.
RISCO
É
quando um suspeito utiliza sua habilidade e oportunidade para
colocar o vigilante ou a vítima em perigo iminente.
Por
exemplo, se um suspeito de roubo se recusa a soltar a arma, acuado
após uma perseguição, pode representar um risco.
LEGISLAÇÃO
PARA O USO PROGRESSIVO DA FORÇA
A
legislação internacional conta com instrumentos importantes de
orientação aos Estados quanto à conduta dos aplicadores da Lei,
garantindo a conformidade com os direitos humanos e as liberdades
individuais.
Os
documentos que tratam destes princípios são:
–
Código
de Conduta para Encarregados da Aplicação da Lei (CCEAL) –
Resolução 34/169 ONU/79;
–
Princípios
Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo (PBUFAF) – 8º
Congresso Cuba/90
O
Código Penal Brasileiro, em seu artigo 23, ampara legalmente o
uso da força:
–
Não
há crime quando o agente pratica o fato:
I
– em estado de necessidade;
II
– em legítima defesa;
III
– em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular
de direito.
|
12-
Sobre busca e revista policial é INCORRETO afirmar.
a)
Busca pessoal é aquela executada exclusivamente em pessoas
b)
Não é licito ao policial revistar indiscriminadamente todas as
pessoas.
c)
Busca rápida é aquela realizada em pessoa suspeita de forma rápida
somente na cintura objetivando encontrar arma de fogo.
d)
Busca em mulheres será feita por uma policial mulher caso não
implique em retardamento.
13-
Nos termos do Código de Processo Penal, artigo 244, a busca pessoal
a)
não dependerá de mandado da autoridade judicial competente, em caso
de prisão em flagrante.
b)
sempre dependerá de mandado da autoridade judicial competente.
c)
dependerá de mandado da autoridade policial competente, em caso de
medida determinada no curso de busca domiciliar.
d)
dependerá de mandado da autoridade judicial competente, em caso de
fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida.
CPP - Decreto Lei nº 3.689 de 03 de Outubro de 1941Art. 244. A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar. |
14
- Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal.
§1o Proceder-se-á
à busca domiciliar, quando fundadas razões a autorizarem, para:
exceto em:
a)
prender criminosos;
b)
apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
c)
apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de
crime ou destinados a fim delituoso;
d)
forcar um flagrante
CPP - Decreto Lei nº 3.689 de 03 de Outubro de 1941Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal.§ 1o Proceder-se-á à busca domiciliar, quando fundadas razões a autorizarem, para:a) prender criminosos;b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos;d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso;e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu;f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato;g) apreender pessoas vítimas de crimes;h) colher qualquer elemento de convicção.
§
2o Proceder-se-á
à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém
oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a
f e letra h do parágrafo anterior.
|
15-
Constituem atributos específicos ao poder de polícia:
a)
intervenção na propriedade privada, imprescritibilidade e não
oneração.
b)
impenhorabilidade, finalidade e moralidade.
c)
discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade
d)
prevenção, finalidade e supremacia do interesse público.
16
– Marque a opção que preenche corretamente a lacuna: A
administração pública pode condicionar ou mesmo restringir o uso e
gozo de bens, atividades e direitos individuais em detrimento da
coletividade ou mesmo do próprio estado por meio do poder
______________.
a)
Regimentar
b)
Parlamentar
c)
Normativo
d)
De polícia
17
– De acordo com o Art 23 do Código Penal Brasilleiro, são
excludentes de ilicute, EXCETO:
a)O
estado de necessidade.
b)A
legítima defesa
c)
O consentimento do ofendido
d)
O exercício regular de direito.
18
- NOÇÕES DE DIREITO PENAL - Assinale a alternativa correta
considerando os preceitos normativos e doutrinários básicos sobre
consumação e tentativa do crime.
A)
O crime é consumado quando lhe faltar apenas um dos elementos de sua
definição legal
B)
O crime é tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma
por circunstâncias alheias à vontade do agente
C)
O crime é consumado quando lhe faltar menos da metade dos elementos
de sua definição legal
D)
O crime é tentado, quando, antes de iniciada a execução, não há
prosseguimento por circunstâncias alheias à vontade do agente.
19
– Durante procedimento de dispersão de torcedores no entorno de um
estádio de futebol um policial efetua disparos de arma de fogo com o
objetivo de advertir os torcedores e propiciar a dispersão.
Considerando a conduta do policial a cerca dos chamados “disparos
de advertência” assinale a alternativa CORRETA:
a)
Constituem prática rotineira e indiscriminada na dispersão de
torcedores.
b)
São autorizados pelo manual de procedimento policial.
c)
Não são considerados prática aceitável de âmbito legal.
d)
Contam com plena previsibilidade legal.
21
- Conforme disposto na Constituição Federal Brasileira, a segurança
pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos, EXCETO:
a)
Força Nacional
b)
corpos de bombeiros militares
c)
Policia penal
d)
policias civis
22
– Conforme dispõe a Constituição Federal, no Caput do Art. 144,
que indica a segurança pública é dever do Estado, direito e
responsabilidade de todos. Devendo ser exercida para a preservação
da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
através dos seguintes órgãos, com EXCESSÃO:
a)Polícia
Rodoviária Federal
b)
Policia Civil
c)
Força nacional
d)
Polícias Civis, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.
23
- A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade
de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da
incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguinte(s)
órgão(s):
a)
Polícia federal.
b)
Polícia rodoviária federal e polícia ferroviária federal.
c)
Polícias civis e polícias militares e corpos de bombeiros
militares.
d)
Todas as alternativas acima estão corretas
24
- Considere a constituição da República Federativa do Brasil de
1988 e responda à questão. Marque a alternativa que corresponde às
funções da Polícia Militar, de acordo com o artigo 144 da
Constituição Federal da República Federativa do Brasil:
a)
Destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias
federais;
b)
Destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias
federais;
c)
Apuração das infrações penais, exceto as militares, que estão
sujeitas ao exército, marinha e aeronáutica;
d)
Polícia ostensiva e preservação da ordem.
26
- Sobre o uso de algemas e a Súmula Vinculante n° 11 do STF,
assinale a alternativa correta.
a)
Permite-se o uso de algemas, quando o preso é reincidente, desde que
a excepcionalidade seja justifiacada por escrito.
b)
O simples fato de o preso ser levado, em audiência, à presença de
um Juiz de Direito, já autoriza o uso das algemas.
c)
O uso ilegal de algemas possibilita a responsabilização civil,
penal e disciplinar do agente público.
d)
Não há possibilidade de responsabilização civil do Estado pelo
uso irregular de algemas por seus agentes.
29
– De acordo com o conceito apresentado no conteúdo do curso,
assinale a alternativa que contempla o conceito de crime.
a)
Fato típico e antijurídico.
b)
Fato jurídico e culpável.
c)
Fato típico, antijurídico e não-culpável.
d)
Fato típico, antijurídico, culpável e punível.
30
- Não há crime sem:
a)
Dolo
b)
lesao
c)
Imprudência
d)
conduta
31
- Assinale a opção correta:
a)
Considera-se praticado o crime no momento do resultado.
b)
considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão ou
no momento do resultado.
c)
considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão,
no momento do resultado ou no momento em que deveria ocorrer o
resultado.
d)
considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão
32
- O agente público que submeter alguém, sob sua guarda, poder ou
autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso
sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal
ou medida de caráter preventivo, pratica o delito de:
a)
tortura.
b)
Constrangimento ilegal
d)
c) Maus-tratos com aumento de pena
Exposição
ao perigo
33
- O crime de tortura (Lei nº 9.455/97) tem pena aumentada de um
sexto até um terço se for praticado
a)
ininterruptamente, por período superior a 24 h.
b)
em concurso de pessoas.
c)
por motivos políticos.
d)
por agente público.
34
- Quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo,
ele comete o crime de forma:
a)
agravada
b)
culposa
c)
punível
d)
dolosa
35
- Apresenta-se como causa excludente da ilicitude:
b)
coação física irresistível
c)
erro de direito
d)
estrito cumprimento do dever legal
36
- Quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem, age em:
a)
legitima defesa
b)
estrito cumprimento de dever legal.
c)
exercício regular de direito.
d)
estado de necessidade.
37
- Das alternativas a seguir, assinale a correta, acrescentando ao
texto dado a seguinte informação: ao perceber que A estava atirando
em sua direção, B, mesmo lesionado pelos disparos, sacou de sua
arma e repeliu a agressão, atingindo mortalmente o agressor.
a)
“B” não praticou crime, pois agiu em legítima defesa.
b)
“B” praticou homicídio culposo, em razão de estar no estrito
cumprimento do dever legal.
c)
“B” praticou homicídio culposo, em razão de estar em legítima
defesa.
d)
“B” não praticou crime, pois agiu no exercício regular de
direito.
38
- Aquele que, usando moderadamente dos meios necessários, repele
injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem, mas
atua em excesso
a)
responderá criminalmente pelo excesso.
b)
não responderá criminalmente pelo excesso.
c)
só responderia criminalmente se o excesso for doloso.
d)
não responderá criminalmente em nenhuma hipótese, nem de dolo nem
de culpa, mas será responsabilizado civilmente.
39
- O
pai que, tendo o filho sequestrado e ameaçado de morte, é coagido
por sequestradores armados e forçado a dirigir-se a certa agência
bancária para efetuar um roubo a fim de obter a quantia necessária
para o pagamento do resgate e livrar o filho do cárcere privado em
que se encontra pode, em tese, lograr a absolvição com base na
alegação de
a)
inexigibilidade de conduta diversa.
b)
legítima defesa.
c)
exercício regular de direito.
d)
estrito cumprimento de dever legal.
(…)
Neste
sentido, em não sendo possível praticar conduta diversa, pode o
agente recair sobre uma excludente de criminalidade ou diminuição
de pena, que consiste na inexigibilidade de conduta diversa, que
se vale do princípio de que não sendo possível exigir do autor
um comportamento diverso (conforme o direito), não se pode
puni-lo.
As
situações de inexigibilidade de conduta diversa são previstas
pela legislação, ou seja, encontram-se autonomia legal perante o
Código Penal [10] e supralegais, e, não é reconhecida,
principalmente por Zaffaroni e Pierangelli [11], a causa de
inculpabilidade. São estas as hipóteses de inexigibilidade de
conduta diversa: (a) estado de necessidade exculpante; (b) coação
moral irresistível; (c) obediência hierárquica, (d)
impossibilidade de dirigir as ações conforme a compreensão da
antijuridicidade e (e) outras causas supralegais.
COAÇÃO
MORAL IRRESISTÍVEL
Preliminarmente,
vale ressaltar que os autores ZAFFARONI e PIERANGELLI consideram a
coação moral irresistível como parte do estado de necessidade
exculpante.
Também
como preliminar, deve-se frisar que com a coação física
irresistível (vis absoluta), ou seja, o emprego de violência
física, inexiste a conduta, ou seja, não há sequer a ação,
porque não é voluntária e consciente.
Em
se tratando de coação moral (vis relativa), esta consiste no
emprego de grave ameaça no sujeito ou em terceiros. Dito de outra
maneira é a promessa de mal grave e injusto para si ou para
terceiros, mantendo a vítima psiquicamente vinculada ao coator.
Assim,
a coação moral irresistível exclui a culpabilidade, por não
ser exigido conduta diversa de quem atua rigorosamente em situação
de necessidade. Porém, se a coação era resistível, há o crime
e o agente é culpável, havendo, no entanto, em favor do agente,
o reconhecimento de atenuante genérica .
Observe-se,
ainda, que pode ocorrer a hipótese de coação moral irresistível
putativa, em que o sujeito coagido, por erro, achava estar
sofrendo coação, inexigindo comportamento diverso, como exemplo
de um empregado que recebe um bilhete dizendo que se não ajudasse
a subtrair objetos da empresa, seu filho iria morrer, porém, o
bilhete estava sendo direcionado para outro funcionário.
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41
- É CORRETO afirmar que há ilicitude penal no fato:
a)
praticado no estrito cumprimento do dever legal;
b)
praticado em contrariedade ao ordenamento jurídico;
c)
praticado no exercício regular de um direito;
d)
praticado no estado de necessidade
42
- Não há crime quando o agente pratica o fato:
I.
Em estado de necessidade.
II.
Em legítima defesa.
III.
Em estrito cumprimento do dever legal.
IV.
Em exercício regular de direito.
V.
Em violenta emoção.
a)
apenas IV e V estão corretas.
b)
apenas III e IV estão corretas.
c)
apenas IV está incorreta.
d)
apenas V está incorreta.
43
- Astolfo, é surpreendido na prática de crime de roubo e recebe
ordem de prisão por dois policiais militares do Estado X que estão
devidamente fardados e com viatura. Para evitar a prisão, Astolfo
arremessa pedras em direção aos policiais ferindo a ambos que,
ainda assim, conseguem prendê-lo com o uso da força necessária. Em
relação à ação contra a execução de ordem legal praticada por
Astolfo, sem prejuízo de outros crimes decorrentes da violência,
ele poderá responder pelo crime de
a)
desacato
b)
desobediência
c)
resistência
d)
desiteligencia
44
- Marcelino, dirigindo seu veículo, é abordado por policiais
militares que o vistoriaram e nada encontraram de irregular, nem com
a documentação do veículo, tampouco com os documentos pessoais, os
quais estavam plenamente válidos. Apenas por precaução, os
policiais o convidaram para ir à Delegacia de Polícia para fazer
uma melhor averiguação de sua vida pregressa já que não
simpatizaram com ele. Marcelino se recusa a acompanhá-los e, os
policiais o alertam que o conduzirão à força, caso ele não
concorde. No entanto, ele novamente não aceita acompanhá-los
resistindo à ordem. A conduta de Marcelino
a)
configura crime de desacato e de resistência.
b)
configura crime de resistência, somente.
c)
configura crime de resistência e de desobediência.
d)
não configura crime.
45
- Antônio foi abordado por Policiais Militares na via pública e,
quando informado que seria conduzido para a Delegacia de Polícia,
pois era “procurado” pela Justiça, passou a desferir socos e
pontapés contra um dos policiais. Sobre a conduta de Antônio,
pode-se afirmar que
a)
praticou o crime de desacato, previsto no artigo 331 do Código
Penal.
b)
praticou o crime de resistência, previsto no artigo 329 do Código
Penal.
c)
praticou o crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código
Penal.
d)
não praticou nenhum crime, pois todo cidadão tem direito à sua
autodefesa.
46
- Aquele
que por meio de palavras ou atos que redundem em vexame, humilhação,
desprestígio ou irreverência, a servidor público, civil ou
militar, no exercício da função ou em razão dela, comete o crime
de :
a)
desacato
b)
desobediência
c) resistência
d)
calunia
50
- Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a denominação
do crime decorrente de constrangimento a alguém, com emprego de
violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou
mental, em razão de discriminação racial e apenado com reclusão
de 2 a 8 anos.
Crime
de constrangimento ilegal.
Crime
de lesão física e mental.
Crime
de violência ou grave ameaça.
Crime
de tortura.
51
- A medida de busca pode ser
a)
domiciliar, podendo ser realizada durante o dia apenas com o
consentimento do morador.
b)
domiciliar, podendo ser realizada durante a noite mediante exibição
de ordem judicial.
c)
pessoal, incluindo a bolsa e todos os pertences da pessoa, somente
com ordem judicial.
d)
pessoal, mesmo sem mandado, quando houver fundada suspeita de que a
pessoa possua objeto que constitua corpo de delito.





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