QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO DE “FUNDAMENTOS JURÍDICOS DA ABORDAGEM POLICIAL” “CAS” 2019.3


COMPILAÇÃO: JANILDO DA SILVA ARANTES
01 – Com base no conteúdo estudado em sala de aula, assinale abaixo a alternativa que NÃO representa um tipo de EXCLUDENTE DE ILICITUDE:
a) ( ) Legítima Defesa
b) ( ) Estado de Necessidade
*c) ( ) Princípio da Isonomia*
d) ( ) Estrito Cumprimento do Dever Legal
Prevê o Código Penal, em seu art.23, que:
"Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Parágrafo Único. O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo."


02 – O artigo 5º da Constituição Federal, em seu inciso XI, assevera que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar”, salvo nas hipóteses listadas abaixo, EXCETO
a) ( ) Com consentimento do morador
*b) ( ) Apenas para realizar abordagens a pessoas suspeitas*
c) ( ) Em Flagrante Delito
d) ( ) Por Determinação Judicial durante o dia

INCISO XI – VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO

A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”




03 – Em uma situação hipotética onde duas pessoas estejam em um avião que está caindo e só exista um paraquedas, e um dos dois indivíduos mate o outro para conseguir se salvar utilizando-se daquele paraquedas, esse indivíduo estará enquadrado em qual excludente de ilicitude?
a) ( ) Estrito Cumprimento do Dever Legal.
b) ( ) Exercício Regular do Direito.
c) ( ) Legítima Defesa.
*d) ( ) Estado de Necessidade.*
d) Estado de necessidade
Trata-se de uma excludente de ilicitude que constitui no sacrifício de um bem jurídico penalmente protegido, visando salvar de perigo atual e inevitável direito próprio do agente ou de terceiro - desde que no momento da ação não for exigido do agente uma conduta menos lesiva. Nesta causa justificante, no mínimo dois bens jurídicos estarão postos em perigo, sendo que para um ser protegido, o outro será prejudicado.
Para que se caracterize a excludente de estado de necessidade é necessário dois requisitos: existência de perigo atual e inevitável e a não provocação voluntária do perigo pelo agente. Quanto ao primeiro, importante destacar que se trata do que está acontecendo, ou seja, o perigo não é remoto ou incerto e além disso, o agente não pode ter opção de tomar outra atitude, pois caso contrário, não se justifica a ação. Enquanto o segundo requisito significa que o agente não pode ter provocado o perigo intencionalmente. A doutrina majoritária entende que se o agente cria a situação de perigo de forma culposa, ainda assim poderá se utilizar da excludente.
Vale observar o tema abordado por Rogério Greco quanto ao estado de necessidade relacionado a necessidades econômicas. Trata-se de casos em que devido a grandes dificuldades financeiras, o agente comete crimes em virtude de tal situação.
Conforme o doutrinador, não é qualquer dificuldade econômica que autoriza o agente a agir em estado de necessidade, somente se permitindo quando a situação afete sua própria sobrevivência. Como é o caso, por exemplo, do pai que vendo seus familiares com fome e não sem condições de prover sustento, furta alimentos num mercado. É razoável que prevaleça o direito À vida do pai e de sua família ante ao patrimônio do mercado.

04 – A legítima defesa é a excludente de ilicitude que mais fundamenta e embasa a defesa de policiais militares no exercício de suas funções, e tem como requisitos para sua configuração as alternativas abaixo, EXCETO:
a) ( ) Agressão injusta, atual ou iminente
b) ( ) Defesa de Direito próprio ou alheio
*c) ( ) A ação ser realizada após cessar agressão do criminoso ao direito protegido*
d) ( ) Utilização de meios necessários com moderação
c) Legítima Defesa
O conceito de legítima defesa, esta que é a excludente mais antiga de todas, está baseado no fato de que o Estado não pode estar presente em todos os lugares protegendo os direitos dos indivíduos, ou seja, permite que o agente possa, em situações restritas, defender direito seu ou de terceiro.
Assim sendo, a legítima defesa nada mais é do que a ação praticada pelo agente para repelir injusta agressão a si ou a terceiro, utilizando-se dos meios necessários com moderação.
A formação da legítima defesa depende de alguns requisitos objetivos. São eles:
a) Agressão injusta, atual ou iminente;
b) Direito próprio ou alheio;
c) Utilização de meios necessários com moderação.
O elemento subjetivo existente na legítima defesa é a vontade de se defender ou defender direito alheio. Além de preencher os requisitos objetivos, o agente precisa ter o animus defendendi1 no momento da ação. Se o agente desconhecia a agressão que estava por vir e age com intuito de causar mal ao agressor, não haverá exclusão da ilicitude da conduta, pois haverá mero caso de coincidência.
Ponto bastante discutido entre os doutrinadores é o que trata de ofendículos. Para alguns autores, constituem legítima defesa preordenada e para outros, exercício regular de direito, embora ambos enquadrem-se na exclusão da antijuricidade da conduta. Ofendículos são aparatos que visam proteger o patrimônio ou qualquer outro bem sujeito a invasões, como por exemplo, as cercas elétricas em cima de um muro de uma casa. A jurisprudência entende que todos os aparatos dispostos para defender o patrimônio devem ser visíveis e inacessíveis a terceiros inocentes, somente afetando aquele que visa invadir ou atacar o bem tutelado alheio.
Preenchendo estes requisitos, o agente não responderá pelos danos causados ao agressor, pois configurará caso de legítima defesa preordenada. Só serão conceituados como exercício regular de direito quando levados em consideração o momento de sua instalação.
Por fim, faz-se necessário analisar quando o agente deverá responder por excesso, em caso de legítima defesa. São três as situações: a primeira refere-se à forma dolosa, a segunda culposa e a última é aquela que se origina de erro.
A primeira o agente tem ciência de que a agressão cessou, mas mesmo assim, continua com sua conduta, lesando o bem jurídico do agressor inicial. Neste caso, o agente que inicialmente se encontra em estado de legítima defesa e excede conscientemente seus limites, responderá pelos resultados do excesso a título de dolo.
A segunda se configura quando o agente que age reagindo contra a agressão, excede os limites da causa justificante por negligência, imprudência ou imperícia. O resultado lesivo causado deve estar previsto em lei como crime culposo, para que o agente possa responder.
E a última, que é proveniente do erro, se configura no caso de legítima defesa subjetiva. Aqui, o agente incide em erro sobre a situação que ocorreu, supondo que a agressão ainda existe. Responderá por culpa, caso haja previsão e se for evitável.

05 – Dentre os órgãos ligados a Segurança Pública listados abaixo, assinale aquele que é responsável pelo policiamento ostensivo e manutenção da ordem pública:
a) ( ) Polícia Civil
b) ( ) Corpo de Bombeiros Militares
c) ( ) Polícia Federal
*d) ( ) Polícia Militar*
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
        I -  polícia federal;
        II -  polícia rodoviária federal;
        III -  polícia ferroviária federal;
        IV -  polícias civis;
        V -  polícias militares e corpos de bombeiros militares.
   (...)
    § 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
    § 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
    § 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
    § 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.

06 – O artigo 244 do Código de Processo Penal dispõe sobre a busca pessoal, onde assevera que ela pode ocorrer independente de mandado, desde que exista a FUNDADA SUSPEITA, a qual MELHOR fica evidenciada na seguinte alternativa abaixo:
a) ( ) A vestimenta do Indivíduo
b) ( ) A Etnia/Cor do Indivíduo
c) ( ) O tipo de Veículo do Indivíduo
*d) ( ) Um conjunto de critérios e fatores que levem o policial a suspeitar que o indivíduo tenha cometido ou esteja na iminência de cometer algum ilícito penal. *

CPP - Decreto Lei nº 3.689 de 03 de Outubro de 1941

Art. 244. A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.

07 – Acerca da Busca Pessoal a ser realizada em suspeita MULHER, marque a abaixo a alternativa CORRETA:
a) ( ) Pode ser feita por policial masculino em qualquer circunstância.
*b) ( ) A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.*
c) ( ) Não pode ser realizada nem mesmo por uma policial feminina.
d) ( ) Mulheres não precisam ser abordadas pela Polícia.
Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.



08 – Com base nos estudos e debates em sala de aula acerca da Súmula Vinculante nº 11, marque abaixo a alternativa que NÃO justifica o uso de algemas no preso.
*a) ( ) Quando o policial não gostar da aparência do preso*
b) ( ) Em caso de resistência do preso.
c) ( ) Quando houver receio de fuga
d) ( ) Nos casos em que houver perigo a integridade física própria ou alheia
Súmula Vinculante nº 11
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.

09 – A imputabilidade é a capacidade do agente (autor da conduta delitiva) ser responsabilizado penalmente, existindo alguns grupos que são em regra inimputáveis (não respondem) perante a Lei penal. Marque abaixo a alternativa que o agente/autor responde (é imputável) pela conduta criminosa.
a) ( ) Menores de idade
b) ( ) Paciente de Doença Mental
*c) ( ) Servidores Públicos*
d) ( ) Portador de Síndrome de Down
Causas Dirimentes – São condições para aplicação da imputabilidade: a menoridade, as doenças mentais e a embriaguez. No caso da menoridade, aplica-se atualmente a legislação especial contida no Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 8.069/90. Já a embriaguez se divide em voluntária e culposa, preservando-se o caso fortuito ou força maior, que, na prática da ação ou omissão, deixou o agente inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. As doenças mentais são aquelas que impedem o agente de entender o caráter ilícito da ação ou omissão.

10 – Dos estudos em sala de aula podemos afirmar que o crime praticado por uma conduta de OMISSÃO do agente é chamado de:
a) ( ) Crime Hediondo
b) ( ) Crime Qualificado
*c) ( ) Crime Omissivo*
d) ( ) Crime Próprio
CRIMES OMISSIVOS E COMISSIVOS (Formas de conduta)
Dividem-se em crimes omissivos próprios ou puros, e comissivos por omissão. Os crimes omissivos próprios podem ser imputados a qualquer pessoa. São crimes ligados à conduta omitida, independentemente do resultado, tendo como objeto apenas a omissão. Já nos crimes comissivos por omissão, a simples prática da omissão causa um resultado delituoso, que é punível se o agente tinha como obrigação vigiar ou proteger alguém. É a materialização de um crime por meio de uma omissão. Esses crimes podem ser praticados por dolo e culpa.

11 – Diferente do dolo, a culpa é quando não há a intenção do agente em praticar o crime e possui três modalidades, com base nos estudos em sala de aula, assinale abaixo a alternativa que NÃO representa uma das modalidades da culpa.
a) ( ) Imperícia
b) ( ) Negligência
c) ( ) Imprudência
*d) ( ) Dolo Eventual*
DOLO EVENTUAL
Aqui, a vontade do agente não está dirigida para a obtenção do resultado, mas sim para algo diverso; sendo que mesmo prevendo que o evento possa ocorrer, o agente assume o risco de causá-lo. 
Essa possibilidade de ocorrência do resultado não detém o agente e ele pratica a conduta, consentindo no resultado. Há dolo eventual, portanto, quando o autor tem seriamente como possível a realização do tipo legal se praticar a conduta e se conforma com isso. 
"Um exemplo é dirigir a 200km/h na Avenida Paulista. O motorista não está tentando matar ninguém, mas qualquer pessoa minimamente sana sabe que dirigir a 200km/h na Avenida Paulista provavelmente causará a morte de alguém. Se ele mata alguém, então pode ser enquadrado no homicídio com dolo eventual pois assumiu o risco de causar a morte de alguém." 



12 – Acerca do aprendizado em sala de aula referente ao crime de DESOBEDIÊNCIA, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) É quando o indivíduo agride o policial
b) ( ) Ocorre se a pessoa abordada desrespeita o policial
*c) ( ) Ocorre quando o agente desobedece a ordem legal de funcionário público.*
d) ( ) É praticado pelo indivíduo que obedece aos comandos do policial
Desobediência
Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
13 – Em relação ao crime de DESACATO, nós podemos afirmar que ele ocorre quando:
*a) ( ) O indivíduo desrespeita o policial ou funcionário público no exercício da função ou em razão dela*
b) ( ) É praticado pelo indivíduo que obedece aos comandos do policial
c) ( ) É quando o indivíduo agride o policial
d) ( ) Não existe o crime de desacato
Desacato
Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
14 – A respeito do crime de RESISTÊNCIA, assinale a alternativa CORRETA.
a) ( ) Ocorre se a pessoa abordada desrespeita o policial
*b) ( ) Ocorre quando o indivíduo se opõe a execução de ato legal mediante violência ou grave ameaça contra funcionário público.*
c) ( ) É praticado pelo indivíduo que obedece aos comandos do policial
d) ( ) Ocorre se o indivíduo não se identificar para o policial
Resistência
Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
Pena - detenção, de dois meses a dois anos.
§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa:
Pena - reclusão, de um a três anos.
§ 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência.

15 – O crime de Tortura consiste em “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental”, sendo que para se configurar a tortura é necessário que exista uma finalidade na conduta. Assinale abaixo a alternativa que NÃO representa uma das finalidades da tortura:
a) ( ) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
b) ( ) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
c) ( ) em razão de discriminação racial ou religiosa
*d) ( ) Cometer a agressão por ocasião de uma luta corporal*
Resistência
Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
Pena - detenção, de dois meses a dois anos.
§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa:
Pena - reclusão, de um a três anos.
§ 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência.

16 – A respeito do crime de tortura, é INCORRETO afirmar que:
a) ( ) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a INTERDIÇÃO para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada;
*b) ( ) É um crime de menor potencial ofensivo*
c) ( ) crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
d) ( ) O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
Art. 1º Constitui crime de tortura:
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
c) em razão de discriminação racial ou religiosa;
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
§ 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.
§ 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:
I - se o crime é cometido por agente público;
II - se o crime é cometido contra criança, gestante, deficiente e adolescente;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; '(Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
III - se o crime é cometido mediante sequestro.
§ 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
§ 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
(Brasil, 1997)




17 - João foi abordado por policiais militares, e ao ser identificado como procurado pela justiça, agrediu fisicamente o policial na tentativa de fugir da prisão. Sobre a conduta de João, este praticou que crime?
a) ( ) desacato
*b) ( ) resistência*
c) ( ) desobediência
d) ( ) nenhum crime

18 - Quando o indivíduo se opõe à execução de ato legal, mediante VIOLÊNCIA ou AMEAÇA. Qual o crime o indivíduo estaria cometendo?
a) ( ) Lesão Corporal;
b) ( ) Desacato;
*c) ( ) Resistência*
d) ( ) Desobediência
Resistência
Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
Pena - detenção, de dois meses a dois anos.
§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa:
Pena - reclusão, de um a três anos.
§ 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência.

19 - Com base no material trabalhado durante a disciplina, assinale a alternativa abaixo que NÃO pode ser considerado um ato ou finalidade da abordagem:
a) ( ) Prestar orientação ao indivíduo
b) ( ) Realizar uma sondagem com o indivíduo
c) ( ) Advertir o indivíduo acerca de algo
*d) ( ) Espancar o indivíduo de forma arbitrária*
Abordar é o ato de aproximar, alcançar, chegar, estar encostado, achegar-se em uma pessoa, com o propósito de lhe sondar a opinião ou tratar de qualquer assunto, começar a tratar de alguma coisa.
Olhando para o conceito técnico, a abordagem policial constitui o procedimento de aproximação a uma pessoa, ou a um grupo de pessoas, ou ainda a um veículo ou residência, com o fim de confirmar um fato, a evidência de uma infração penal, bem como investigar, orientar, advertir, prender, assistir.
Normalmente a busca em pessoas, veículos ou domicílios é realizada em função da necessidade de se identificar a existência de algum objeto que constitua corpo de delito (Código de Processo Penal, art. 244). Mas, pela definição construída anteriormente, é importante deixar bem claro que essa intervenção policial não somente ocorre diante da existência de uma infração penal. Vale dizer, a abordagem pode ser realizada também com o objetivo de orientar, advertir, assistir. Dentro dessa ideia, conforme já discutido acima, ela pode ser empregada também como critério de prevenção, sem que exista fundada suspeita.
A Abordagem Policial representa um encontro entre a polícia e o público e os procedimentos adotados pelos policiais variam de acordo com as circunstâncias e com a avaliação feita pelo policial sobre a pessoa com quem interage, podendo estar relacionada ao crime ou não.
Essa é uma ação policial proativa2, que ocorre durante as atividades de policiamento, cujos procedimentos preveem a interceptação de pessoas e veículos na via pública e a realização de busca pessoal e revista veicular, com o objetivo de localizar algum objeto ilícito, como drogas e armas de fogo. A decisão de agir é exclusiva do policial e é respaldada por lei.
A abordagem pode ser feita, em especial, com duas finalidades, quais sejam: a preventiva e a repressiva, sendo a situação fática e a aferição dessa situação feita pelo policial com base nos princípios e manuais que norteará o tipo de abordagem a ser realizada.

20 – Acerca dos conhecimentos sobre as buscas, assinale abaixo a alternativa que representa um tipo de abordagem que NÃO pode ser realizada pela Polícia Militar:
a) ( ) Busca a pessoas em trânsito ou em locais públicos
*b) ( ) Busca Domiciliar sem uma das situações que a autorizem*
c) ( ) Busca em veículos em trânsito ou em locais públicos
d) ( ) Busca Domiciliar com uma das situações que a autorizem
Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal.
§ 1º Proceder-se-á à busca domiciliar, quando fundadas razões a autorizarem para:
[…]
b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
[…]
f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato;
[…]
h) colher qualquer elemento de convicção.
§ 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior.
(Brasil, 1941)




GABARITO DAS QUESTÕES

QUESTÃO
LETRA

QUESTÃO
LETRA
01
C

11
D
02
B

12
C
03
D

13
A
04
C

14
B
05
D

15
D
06
D

16
B
07
B

17
B
08
A

18
C
09
C

19
D
10
C

20
B
1Animus defendendi - Intenção de defender.
2Proativo ou pró-ativo é um adjetivo da língua portuguesa que define alguém que age antecipadamenteevitando ou resolvendo situações e problemas futuros.
O ato de uma pessoa proativa, chamado de proatividade, é uma das grandes qualidades que várias empresas e instituições buscam na personalidade de um indivíduo na hora da contratação para um trabalho, por exemplo.
No inglês, proativo pode ser traduzido para "self-starter" ("começar algo por conta própria", na tradução literal para o português) ou "proactive".



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