Texto
Referência
Máquinas
similares às hoje existentes serão construídas a custos mais
baixos, mas com velocidades mais rápidas de processamento.”
Assim, em um artigo de 1965, o empreendedor Gordon Moore, hoje com 90
anos de idade, apresentou sua célebre ideia. Pela “Lei de Moore”,
a cada dois anos, em média, o desempenho dos chips de computador
dobra, sem que aumentem os custos de fabricação. A máxima,
irretocável, à exceção de pequenos detalhes, funcionou tal qual
intuíra Moore. É uma regra que pode, contudo, estar com os dias
contados.
Vive-se,
hoje, uma revolução tecnológica afeita a deixar no passado o
raciocínio da duplicação de capacidade de cálculos à base de
silício: é a computação quântica. Ela poderá nos levar a
distâncias inimagináveis: tarefas que o computador mais poderoso do
planeta demoraria 10.000 anos para completar seriam feitas em
minutos.
A
computação quântica, até o início desta década, não passava de
teoria. Nos últimos anos, começou a ser testada, com sucesso
parcial, até conseguir tração que parece se encaminhar para uma
nova história. Um documento da NASA, vazado recentemente, mostra que
uma empresa, ao criar o primeiro computador quântico funcional da
história, pode estar próxima de romper com o paradigma imposto pela
Lei de Moore.
A
revelação foi resultado de uma distração. Algum funcionário da
NASA, também envolvido com o projeto, acidentalmente publicou no
site da agência espacial um estudo que mostra o feito, realizado por
meio de uma máquina, ainda sob sigilo. O arquivo, já programado
para ser divulgado oficialmente, permaneceu poucos segundos no ar,
mas foi flagrado pelo jornal Financial Times.
O
avanço ainda se restringe a âmbitos estritamente técnicos, sem
utilidade cotidiana, mas já é apelidado de “o Santo Graal da
computação”. Isso porque o feito, se comprovado, atingiu o que se
conhece como “supremacia quântica”. A nomenclatura indica um
momento da civilização em que os computadores talvez sejam tão (ou
mais) competentes quanto os seres humanos.
O
cientista da computação Scott Aaronson disse, em entrevista: “Isso
não causará mudança imediata na vida das pessoas.
Mas
só por enquanto, pois se trata do início de um caminho que levará
a transformações radicais em diversas áreas”. Vale lembrar que o
computador que usamos hoje também começou com um passo singelo, em
1843, quando a matemática inglesa Ada Lovelace (1815-1852) publicou
um diagrama numérico que veio a ser considerado o primeiro algoritmo
computacional.
(Adaptado
de: Revista Veja, edição de 09/10/2019, p. 79)
Sem
prejuízo para a correção e o sentido, o trecho sublinhado pode ser
substituído pelo que se encontra entre parênteses em:
- A máxima, irretocável, à exceção de (à despeito de) pequenos detalhes, funcionou tal qual intuíra Moore.
- Máquinas similares às hoje existentes (as quais se fabrica atualmente) serão construídas a custos mais baixos.
- Pela (De acordo com a) “Lei de Moore”, a cada dois anos, em média, o desempenho dos chips de computador dobra (x)
- Assim (Portanto), em um artigo de 1965, o empreendedor Gordon Moore, hoje com 90 anos de idade, apresentou sua célebre ideia.
- Mas só por enquanto, pois (conquanto) se trata do início de um caminho que levará a transformações radicais em diversas áreas.
Fonte:
Mapa
da Prova






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