Mal-estar entre ministros gerou reações em Brasília
Pleno.News

A decisão de Salles de não alimentar o confronto segue a orientação dada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que não reprovou o gesto do titular do Meio Ambiente, mas não tem interesse em prolongar a crise.
Mais cedo, pelas redes sociais, Maia e Alcolumbre resolveram se colocar do lado de Ramos na disputa contra Salles. Maia disse que “o ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”.
Alcolumbre não só criticou Salles como elogiou Ramos na tarefa de articulação com o Congresso.
– Não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro – em referência às publicações de Salles criticando Ramos.
Ramos e Salles protagonizam o mais recente atrito dentro do governo, que já ocorria nos bastidores e foi tornado público nesta semana após Salles usar as redes sociais para se posicionar.
De um lado, Ramos conta com o respaldo de membros do Centrão e a ala militar. Já Salles tem como apoio a chamada ala ideológica do governo e o próprio filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O conflito entre os dois ministros se baseia na desconfiança de Salles sobre a atuação de Ramos para derrubá-lo do cargo.
Diante das dificuldades orçamentárias da pasta do Meio Ambiente, Salles soube que Ramos teria articulado com o Ministério da Economia maiores recursos para as pastas da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional. Os dois ministros estiveram na sexta juntos e com o presidente Bolsonaro em evento militar, que foi seguido de um almoço com demais membros do governo.
Enquanto o chefe do Executivo atua para pôr panos quentes na relação de seus chefiados, os dois ministros combinaram de conversar pessoalmente em um compromisso futuro, mas ainda sem previsão de ocorrer.
*Estadão





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