*𒍨MINAS GERAIS* | INCÊNDIO NO HOSPITAL: Funcionária da Santa Casa tem alta da CTI e relembra luta para salvar pacientes


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INCÊNDIO NO HOSPITAL

Funcionária da Santa Casa tem alta da CTI e relembra luta para salvar pacientes
Técnica de enfermagem foi a última funcionária do hospital a recebe alta após incêndio que atingiu o CTI.

Por Pedro Nascimento
O Tempo
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Aline Ferreira Lima tem 30 anos e atua como técnica de enfermagem e trabalha há dois anos na Santa Casa — Foto: Videopress 

Após dez dias de internação, a última funcionária da Santa Casa de Belo Horizonte que permanecia hospitalizada recebeu alta nesta sexta-feira (08). Ela faz parte do grupo de 26 funcionários do hospital que precisaram de atendimento médico após o incêndio que ocorreu no último dia 28 de junho e atingiu o 10° andar da instituição, onde funciona o Centro de Terapia Intensiva. Dois pacientes morreram durante o incêndio. 

Aline Ferreira Lima tem 30 anos e atua como técnica de enfermagem e trabalha há dois anos na Santa Casa. Em entrevista após receber alta nesta sexta-feira, ela relembra a correria do dia do incêndio e conta que a única preocupação era com a segurança dos pacientes.

"Foi um dia plantão normal e em determinado momento teve um estrondo muito alto e logo depois começaram a correr avisando do incêndio. Na hora eu só pensei em tirar os pacientes dali, para não agravar mais a situação,  porque a gente não saberia em qual proporção aquilo poderia tomar", descreve.

A técnica de enfermagem não se queimou nas chamas, mas inalou muita fumaça e, por isso, permaneceu internada por tanto tempo. Segundo ela, o desconforto só foi notado depois que o incêndio estava controlado e os pacientes estavam  segurança.

"Não me coloquei na frente na hora para pensar nos pacientes porque, antes de serem meus pacientes, eles são o amor de alguém e eles estavam sob a minha responsabilidade. Então nada mais justo que prioriza-los naquele momento. Se não fosse a gente ali, quem iria ajudar?", diz Aline.

Os dias no hospital São Lucas, onde ela esteve internada, foram acompanhados pela mãe, Maria Emília Lima, de 58 anos. Preocupada, ela conta que foi a última a ficar sabendo da internação da filha.

"Eu fiquei impossibilitada de vir ver ela por três dias porque meu filho não deixou. É um protocolo lá em casa entre a Aline e os irmãos de só passarem algo para mim depois que já tiver sido resolvido a pior parte, porque a mamãe aqui fica desesperada. Mas estou agradecida a Deus pela vida da minha filha", conta aliviada.

Após a alta médica, a técnica de enfermagem foi encaminhada para casa, onde deverá permanecer em repouso pelos próximos dias antes de retornar ao trabalho.

Próximos passos
Agora que nenhum funcionário que estava presente no momento do incêndio corre risco de vida, o provedor da Santa Casa, Roberto Otto, conta que o foco da instituição está na reabertura dos leitos que foram destruídos pelo incêndio. 

"Com a recuperação da Aline a gente vai poder focar agora na devolução dos leitos para a cidade. Foram 55 leitos de CTI que deixaram de funcionar com esse incêndio.

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