AVALIAÇÇÃO DE CAPACIDADE ATENCIONAL

 


CAPACIDADE ATENCIONAL



1) Qual a intenção do professor ao analisar a capacidade atencional?

A) É permitir resgatar as capacidades ao invés de definir os déficits. (A)

B) É permitir definir os déficits ao invés de resgatar as capacidades.

C) É lançar um olhar simplificado sobre a desatenção da criança na área da leitura em específico.

D) É permitir uma interpretação absoluta do que a criança faz de errado, considerando a punição como efeito.

E) É observar grupo de crianças brincando para o preenchimento de planilhas de sistemas governamentais na escola pública.

A intenção do professor ao analisar a capacidade atencional é focar em resgatar as capacidades dos alunos, em vez de apenas definir seus déficits. Em vez de se concentrar apenas nos problemas ou dificuldades de atenção que um aluno possa ter, o professor busca identificar as habilidades e potenciais que podem ser desenvolvidos e fortalecidos. Isso significa que o professor procura estratégias e abordagens que possam ajudar o aluno a melhorar sua capacidade de concentração e atenção, em vez de apenas rotulá-lo como desatento ou com déficits. O objetivo é promover um ambiente de aprendizagem inclusivo e estimulante, onde todos os alunos possam desenvolver suas habilidades ao máximo.


2) Para Alícia Fernandez, qual a importância do pensar em cenas?

A) Permite-nos explorar o meio físico da criança.

B) Permite-nos abrir um espaço entre o que vemos e o que o outro e o mundo nos mostra.

C) Permite-nos avaliar o que a criança faz de errado e proceder com seu encaminhamento ao profissional de psicologia.

D) Permite-nos julgar o trabalho do professor em sala de aula.

E) Permite-nos pensar em novos brinquedos para colocar no contexto da escola a fim de preencher o tempo livre.


Por que pensar em cenas?

A cena é uma construção entre o que se vê e o que se olha. A cena inclui, necessariamente, os outros na relação conosco.

Na prática psicodramática, aprendi a importância de “pensar em cenas” (Fernández, 2001c), pois permite-nos abrir um espaço entre o que vemos e o que o outro e o mundo nos mostra. Por isso, na prática psicodramática, não somente se evidencia o valor terapêutico da representação de cenas vividas, como também pode ser um laboratório para observar como opera a atividade atencional.

Na medida em que se dramatiza uma cena, a potência atencional vai-se abrindo criativamente. A espacialização e a participação dos corpos nesse novo espaço que se abre permitem ao sujeito que participa, a descoberta de algo novo sobre si mesmo, assim como sobre os outros personagens e, por sua vez, ao ampliar o horizonte em que se situa o acontecimento dramático, possibilita que sua atenção não fique aprisionada em um só centro.

As cenas jogadas nos espaços psicodramáticos operam como diferenciadoras, produzindo diversos espaços “entre”, espaços atencionais em que o pensar e o sentir podem trabalhar.

Para Alícia Fernandez, pensar em cenas é importante porque nos permite ir além do que é visível e evidente. Ao pensar em cenas, estamos abrindo um espaço de reflexão e interpretação entre o que vemos e o que o mundo e as pessoas nos mostram. Isso significa que não devemos nos limitar apenas ao que é aparente, mas sim buscar compreender as nuances, os contextos e as possíveis motivações por trás das ações e comportamentos das pessoas. Pensar em cenas nos ajuda a desenvolver uma visão mais ampla e profunda das situações, permitindo-nos ter uma compreensão mais completa e complexa do mundo ao nosso redor. Isso é especialmente relevante em áreas como a psicologia, onde é necessário ir além das aparências e buscar compreender os processos mentais e emocionais das pessoas.

3) Em que se sustentam as atividades atencionais?

A) No espaço transacional do brincar e da criatividade, porém com as atividades ali desenvolvidas de maneira diferente.

B) Na diversidade de métodos e técnicas de ensino dirigido, com atividades programadas para o tempo livre.

C) Na objetividade dos métodos e técnicas de ensino dirigido exclusivamente à área de linguagem.

D) Nas questões pertinentes ao espaço físico extraclasse da escola.

E) Nas atividades referentes às datas comemorativas do currículo escolar, como apoio ao planejamento e organização do calendário em conformidade com a legislação vigente.


Resposta:

As atividades atencionais na perspectiva da educação infantil estão sustentadas no espaço transacional do brincar e da criatividade, com as atividades ali desenvolvidas de maneira distinta. Este princípio foi escolhido porque reconhece a importância do brincar na aprendizagem e desenvolvimento das crianças. As atividades de atenção nesta perspectiva promovem a criatividade, a imaginação, a exploração e a descoberta.

Para aplicar este princípio, as atividades precisam ser projetadas de maneira específica e distinta. Isso cria um ambiente de aprendizagem confortável e favorável para as crianças, facilitando a aquisição de conhecimento. As atividades devem promover a interação, a participação ativa e a criatividade das crianças.

Portanto, a resposta é: a) No espaço transacional do brincar e da criatividade, porém com as atividades ali desenvolvidas de maneira diferente.

As atividades atencionais se sustentam no espaço transacional do brincar e da criatividade, o que significa que elas são baseadas na ideia de que o brincar é uma forma essencial de aprendizagem para as crianças. Nesse contexto, as atividades são projetadas de maneira a permitir que as crianças explorem, experimentem e criem de forma livre e imaginativa.

O brincar é considerado uma atividade fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e físico das crianças. Durante o brincar, elas têm a oportunidade de exercitar sua atenção, concentração e habilidades cognitivas, ao mesmo tempo em que desenvolvem sua criatividade, imaginação e capacidade de resolver problemas.

Ao criar um ambiente de aprendizagem baseado no brincar e na criatividade, as atividades atencionais são planejadas de forma a envolver as crianças de maneira significativa. Isso pode incluir jogos, brincadeiras, atividades artísticas, dramatizações e outras formas de expressão criativa.

Essas atividades são diferentes das atividades programadas e dirigidas, pois não têm um objetivo específico ou uma sequência predefinida. Em vez disso, elas são projetadas para permitir que as crianças explorem e descubram por si mesmas, promovendo a autonomia, a curiosidade e o prazer de aprender.

Portanto, as atividades atencionais se sustentam no espaço transacional do brincar e da criatividade, proporcionando um ambiente estimulante e enriquecedor para o desenvolvimento das crianças.

4) Sobre distração é CORRETO afirmar que:

A) Não é o mesmo que desatenção.

B) É o mesmo que desatenção.

C) É o mesmo que desentediar.

D) É o mesmo que desviar.

E) Não é o mesmo que agradar.

RESPOSTA:

A) Não é o mesmo que desatenção.

A distração não é o mesmo que desatenção. Embora os dois termos estejam relacionados à falta de foco ou concentração, eles têm significados diferentes.

A distração refere-se a um estado em que a atenção é desviada ou interrompida por estímulos externos ou internos. Pode ser causada por fatores como ruídos, distrações visuais, pensamentos intrusivos ou estímulos emocionais. Quando estamos distraídos, nossa atenção é direcionada para algo diferente da tarefa ou atividade em que deveríamos estar focados.

Por outro lado, a desatenção é um termo mais amplo que se refere a uma falta geral de atenção ou dificuldade em manter o foco. Pode ser um traço característico de uma pessoa ou um sintoma de condições como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A desatenção pode afetar a capacidade de prestar atenção, seguir instruções, lembrar-se de detalhes importantes e completar tarefas de forma eficiente.

Portanto, a distração não é o mesmo que desatenção. A distração é uma interrupção temporária da atenção, enquanto a desatenção é uma dificuldade mais persistente em manter o foco e a concentração.


5) Em que espaços a atividade atencional se desenvolve?

A) Nos espaços entre o que se vê e o que se olha e entre o movimento e o gesto.

B) Entre o movimento e o gesto somente.

C) Entre o que se ouve e o que se escuta somente.

D) Nos espaços entre o que se vê e o que se olha somente.

E) Nos espaços entre o que se vê e o que se olha e também entre o que se ouve e o que se escuta e entre o movimento e o gesto.

RESPOSTA:

A resposta correta é a opção E) Nos espaços entre o que se vê e o que se olha e também entre o que se ouve e o que se escuta e entre o movimento e o gesto. A atividade atencional se desenvolve nos espaços entre diferentes estímulos sensoriais, como o que se vê e o que se olha, o que se ouve e o que se escuta, e também entre o movimento e o gesto. A atenção é direcionada para esses espaços de forma a selecionar e processar as informações relevantes.

A atividade atencional se desenvolve nos espaços entre diferentes estímulos sensoriais, como o que se vê e o que se olha, o que se ouve e o que se escuta, e entre o movimento e o gesto.

Quando falamos sobre o espaço entre o que se vê e o que se olha, estamos nos referindo à diferença entre simplesmente perceber algo visualmente e realmente prestar atenção e compreender o que está sendo visto. A atenção nos permite focar em detalhes específicos, filtrar informações irrelevantes e processar de forma mais profunda o que estamos vendo.

Da mesma forma, o espaço entre o que se ouve e o que se escuta se refere à diferença entre apenas ouvir os sons ao nosso redor e realmente prestar atenção e compreender o que está sendo dito. A atenção auditiva nos permite selecionar e processar os sons relevantes, ignorando os ruídos de fundo e interpretando corretamente a informação transmitida.

Além disso, a atividade atencional também se desenvolve no espaço entre o movimento e o gesto. Isso significa que a atenção está envolvida na coordenação e controle dos movimentos do corpo, bem como na interpretação e compreensão dos gestos e expressões corporais dos outros.

Portanto, a atividade atencional se desenvolve nos espaços entre o que se vê e o que se olha, entre o que se ouve e o que se escuta, e entre o movimento e o gesto, permitindo-nos direcionar nossa atenção para os estímulos relevantes e processá-los de forma mais eficaz.

Resultado final mantido:

1. Qual a intenção do professor ao analisar a capacidade atencional?

Você acertou! A. É permitir resgatar as capacidades ao invés de definir os déficits.

Ou seja, é buscar as potencialidades em detrimento das deficiências.

Resposta incorreta. B. É permitir definir os déficits ao invés de resgatar as capacidades.

Definir os déficits é uma forma de certificar o erro somente.

Resposta incorreta. C. É lançar um olhar simplificado sobre a desatenção da criança na área da leitura em específico.

Olhar de maneira generalista para a desatenção de uma criança no que se refere à leitura não constitui uma intencionalidade docente, mas sim uma mera observação.

Resposta incorreta. D.

É permitir uma interpretação absoluta do que a criança faz de errado, considerando a punição como efeito.

A punição como consequência para o erro de uma criança não deve ser a intencionalidade do professor.

Resposta incorreta. E.

É observar grupo de crianças brincando para o preenchimento de planilhas de sistemas governamentais na escola pública.

O preenchimento de planilhas de sistemas governamentais faz parte do serviço administrativo de algumas escolas, logo, esse fato não caracteriza uma intencionalidade docente.


2. Para Alícia Fernandez, qual a importância do pensar em cenas?

Resposta incorreta. A.

Permite-nos explorar o meio físico da criança.

A exploração do meio físico não configura o pensar em cenas.

Você acertou! B.

Permite-nos abrir um espaço entre o que vemos e o que o outro e o mundo nos mostra.

Por isso, na prática psicodramática, não somente se evidencia o valor terapêutico da representação de cenas vívidas, como também pode ser um laboratório para observar como opera a atividade atencional.

Resposta incorreta. C. Permite-nos avaliar o que a criança faz de errado e proceder com seu encaminhamento ao profissional de psicologia.

Avaliar o que a criança fez de errado e encaminhá-la ao profissional de psicologia não configura o pensar em cenas, mas apenas um redirecionamento de atendimento profissional.

Resposta incorreta. D.

Permite-nos julgar o trabalho do professor em sala de aula.

Julgar o trabalho do professor em sala de aula não caracteriza o pensar em cenas, mas sim apenas a avaliação de uma situação envolvendo o docente.

Resposta incorreta. E.

Permite-nos pensar em novos brinquedos para colocar no contexto da escola a fim de preencher o tempo livre.

Adicionar brinquedos no contexto escolar como forma de preencher o tempo livre é tão-somente uma maneira de iludir o aluno que seu período escolar é totalmente aproveitado, o que não caracteriza o pensar em cenas.


3. Em que se sustentam as atividades atencionais?

Você acertou! A. No espaço transacional do brincar e da criatividade, porém com as atividades ali desenvolvidas de maneira diferente.

Pois deverá considerar a complexidade da atividade atencional quando a atenção se dirigir a um objeto que requerer um outro que ensine, semelhante ao que acontece com as diferentes aprendizagens que a escola proporciona à criança.

Resposta incorreta. B.

Na diversidade de métodos e técnicas de ensino dirigido, com atividades programadas para o tempo livre.

O emprego de atividades dirigidas para o tempo livre não sustenta uma atividade atencional, mas sim uma atividade de lazer.

Resposta incorreta. C. Na objetividade dos métodos e técnicas de ensino dirigido exclusivamente à área de linguagem.

Atividades atencionais não podem ser restritas a uma área do conhecimento somente, como a linguagem, por exemplo.

Resposta incorreta. D. Nas questões pertinentes ao espaço físico extraclasse da escola.

O espaço físico extraclasse da escola não pode ser considerado como elemento de sustentação de atividades atencionais.

Resposta incorreta. E.

Nas atividades referentes às datas comemorativas do currículo escolar, como apoio ao planejamento e organização do calendário em conformidade com a legislação vigente.

O calendário escolar e suas datas comemorativas fazem parte da organização de uma escola, sempre em conformidade com o que determina a legislação.

4. Sobre distração é CORRETO afirmar que:

Você acertou! A. Não é o mesmo que desatenção.

O movimento estabelecido entre a distração e a desatenção nos possibilita aprender. É por meio desta lacuna que a distração se dá e onde nossa singularidade se estimula para a produção de sentidos.

Resposta incorreta. B. É o mesmo que desatenção.

Não, pois desatenção é a falta de atenção.

Resposta incorreta.

C. É o mesmo que desentediar.

Não, pois desentediar é o mesmo que retirar o tédio.

Resposta incorreta. D. É o mesmo que desviar.

Não, pois desviar é o mesmo que mudar de rota, de caminho.

Resposta incorreta. E. Não é o mesmo que agradar.

Não, pois agradar é o mesmo que satisfazer, servir bem, ser uma pessoa agradável.


5. Em que espaços a atividade atencional se desenvolve?

Resposta incorreta. A. Nos espaços entre o que se vê e o que se olha e entre o movimento e o gesto.

É preciso mais do que espaços em que se vê e o que se olha, bem como o movimento e o gesto para promover a capacidade atencional.

Resposta incorreta. B. Entre o movimento e o gesto somente.

Somente nos espaços em que seja possível o movimento e o gesto não é possível o desenvolvimento da atividade atencional

Resposta incorreta. C. Entre o que se ouve e o que se escuta somente.

Somente nos espaços em que se ouve e que se escuta não é possível o desenvolvimento da atividade atencional.

Resposta incorreta. D. Nos espaços entre o que se vê e o que se olha somente.

Somente nos espaços em que se vê e se olha não é possível o desenvolvimento da atividade atencional.

Você acertou!E. Nos espaços entre o que se vê e o que se olha e também entre o que se ouve e o que se escuta e entre o movimento e o gesto.

Pois é por meio dessas relações estabelecidas nesses espaços que a atividade atencional se desenvolve, concomitantemente em que vai se constituindo a própria capacidade de atenção.


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