Questão 24 - ENEM 2009

Questão 24
Duas matérias-primas encontradas em grande quantidade no Rio Grande do Sul, a quitosana, um biopolímero preparado a partir da carapaça do camarão, e o poliol, obtido do óleo do grão da soja, são os principais componentes de um novo material para incorporação de partículas ou princípios ativos utilizados no preparo de vários produtos. Este material apresenta viscosidade semelhante às substâncias utilizadas atualmente em vários produtos farmacêuticos e cosméticos, e fabricadas a partir de políeros petroquímicos, com a vantagem de ser biocompatível e biodegradável. A fórmula estrutural da quitosana está apresentada em
seguida. Smulado Enem 2009 - Questão 24  - Ciências da natureza e suas Tecnologias
Carapaça versátil. Pesquisa Fapesp. Disponível em: http://www.revistapesquisa.fapesp.br>.
Acesso em: 20 maio 2009 (adaptado).
Com relação às características do material descrito, pode-se afirmar que
 o uso da quitosana é vantajoso devido a suas propriedades, pois não existem mudanças em sua pureza e peso molecular, características dos polimeros, além de todos os seus benefícios ambientais.
 a quitosana tem em sua constituição grupos amina, pouco reativos e não disponíveis para reações químicas, com as vantagens ambientais comparadas com os produtos petroquímicos.
 o polímero natural quitosana é de uso vantajoso, pois o produto constituído por grupos álcool e amina tem vantagem ambiental comparado com os polímeros provenientes de materiais petroquímicos.
 a quitosana é constituída por grupos hidroxila em carbonos terciários e derivados com poliol, dificilmente produzidos, e traz vantagens ambientais comparadas com os polímeros de produtos petroquímicos.
 a quitosana é um polímero de baixa massa molecular, e o produto constituído por grupos álcool e amida é vantajoso para apiicacões ambientais em comparação com os polímeros petroquímicos.

http://www.guiadacarreira.com.br/simulado-ciencias-natureza-enem-2009/



Biopolímero obtido do camarão pode ser usado em vacinas e cosméticos

Carapaça do camarão é um dos componentes que podem ser usados para fabricar cosméticos e vacinas

Duas matérias-primas encontradas em grande quantidade no Rio Grande do Sul, a quitosana, um biopolímero preparado a partir da carapaça do camarão, e o poliol, obtido do óleo do grão da soja, são os principais componentes de uma nova substância para incorporação de partículas ou princípios ativos utilizados no preparo de gel para cabelo ou para ultrassonografia, além de entrar na composição de repelente de insetos. Registrado com o nome comercial de Quiol-gel, ele apresenta viscosidade semelhante às substâncias utilizadas atualmente em vários produtos farmacêuticos e cosméticos e fabricadas a partir de polímeros petroquímicos, com a vantagem de ser biocompatível e biodegradável.

“O produto tem uma composição específica que permite a aplicação do material diretamente na pele após a incorporação de ingredientes cosméticos ou ativos”, diz a professora Nádya Pesce da Silveira, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenadora da pesquisa. Uma das principais características do Quiol-gel é a possibilidade de variar a viscosidade da formulação. É possível obter tanto um gel, como uma pomada, um fluido ou até um spray. Para isso, basta modificar as condições de preparação das macromoléculas de quitosana associadas às moléculas menores do poliol, adequando o pH desejado.

Os estudos que derivaram na formulação do gel começaram com o desenvolvimento de uma nanopartícula de origem biológica, que recebeu o nome de quitossoma, resultado da incorporação da quitosana ao lipossoma, uma nanoestrutura semelhante a pequenas esferas de gordura considerada um excelente sistema de liberação controlada de medicamentos ou substâncias biologicamente ativas. “O diferencial desse sistema para outros similares é o método de preparação, que faz com que a estabilidade da partícula melhore muito”, diz Nádya.

Lipídios extraídos da lecitina de soja, um subproduto da produção do óleo de soja, foram associados à quitosana, molécula natural com propriedade antifúngica, para que o sistema ficasse mais estável. “O quitossoma se mantém estável durante um mês em temperatura ambiente sem criar fungos”, diz Nádya. Essa propriedade, aliada ao fato de ser biodegradável e biocompatível, faz dessa nanopartícula um veículo com grande potencial para encapsular ativos biológicos. “Dentro do quitossoma posso colocar uma vacina, um antioxidante, um protetor solar ou até mesmo medicamentos”, explica.

“Algumas possibilidades de aplicação já foram testadas. Quitossomas preparados na UFRGS foram utilizados como adjuvantes (veículos de transporte de substâncias) em vacinas contra a difteria, uma doença bacteriana que afeta a garganta e pode causar sérias complicações. O experimento foi feito por pesquisadores do Instituto Butantan coordenados pela pesquisadora Maria Helena Bueno da Costa, do Laboratório de Microesferas e Lipossomas do Centro de Biotecnologia, em parceria com pesquisadores da Universidade de Havana, em Cuba.

Três formulações diferentes de toxoide diftérico, a toxina atenuada, foram testadas e comparadas. Uma delas era composta do toxoide associado ao quitossoma, outra do toxoide veiculado com lipossoma normal e a terceira apenas o toxoide sem nenhum adjuvante extra. “A resposta do quitossoma como adjuvante foi superior”, diz Maria Helena. Ela diz que ainda não se sabe o mecanismo da ação adjuvante do quitossoma, mas que foi possível observar nos experimentos com camundongos maior produção de anticorpos.

(Pesquisa FAPESP)
http://www.fapesq.rpp.br/web/noticia/exibe/noticia/797

Postar um comentário

0 Comentários