República Velha (1889-1930)
Compreendida entre 1889 e 1930, a República Velha representou o poder das oligarquias rurais no cenário político e econômico brasileiro.
Alegoria da República Brasileira, de Ângelo Agostini (1843-1910), publicada na Revista Illustrada, em 1889
A República Velha, ou Primeira República, é o nome dado ao período compreendido entre a Proclamação da República, em 1889, e a eclosão da Revolução de1930.
Neste canal do Brasil Escola, o leitor e estudante irá encontrar uma série de artigos referentes a esse momento de formação do Estado republicano brasileiro. Usualmente, a República Velha é dividida em dois momentos: a República da Espada e a República Oligárquica.
A República da Espada abrange os governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Foi durante a República da Espada que foi outorgada a Constituição que iria nortear as ações institucionais durante a Primeira República. Além disso, o período foi marcado por crises econômicas, como a do Encilhamento, e por conflitos entre as elites brasileiras, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada.
A República Oligárquica foi marcada pelo controle político exercido sobre o governo federal pela oligarquia cafeeira paulista e pela elite rural mineira, na conhecida “política do café com leite”. Foi nesse período ainda que se desenvolveu mais fortemente o coronelismo, garantindo poder político regional às diversas elites locais do país.
O período marca também a ascensão e queda do poder econômico dos fazendeiros paulistas, baseado na produção do café para a exportação. Além disso, os capitais acumulados com a exportação do produto garantiram o início da industrialização do país, ao menos na região Sudeste.
Essa industrialização proporcionou mudanças na estrutura social brasileira, com a formação de uma classe operária e o crescimento do espaço urbano. As mudanças políticas e sociais, também conhecidas pelo termo modernização, resultaram ainda em agudos conflitos sociais, tanto no campo, como no caso da Guerra de Canudos, quanto nas cidades, como a Revolta da Vacina e as greves operárias na década de 1910.
A crise das oligarquias rurais e a crise econômica mundial, atingindo profundamente a produção cafeeira, representaram a agonia da República Velha. A insatisfação com a eleição de Júlio Prestes, em 1930, deu à elite os motivos para derrubar os fazendeiros paulistas que estavam no poder, através da Revolução de 1930. Era o fim da República Velha e o início da Era Vargas.
Por Tales Pinto
Graduado em História
http://www.brasilescola.com/historiab/republica-velha-1889-1930.htm
República da Espada
Identifica-se como República da Espada o período da República Velha de 1889 a 1894, onde o regime republicano foi instaurado no País, e teve como Presidentes Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto.
Nesse período foram comuns os movimentos populares contra o governo e a favor da restauração da Monarquia. Em contrapartida eram comuns também os movimentos e repressão a esses focos de resistência pró-Dom Pedro II.
O Império não conseguia mais representar os interesses dos grandes cafeicultores e oligárquicos do período, visto que a escravidão foi abolida e era justamente ela a base para o enriquecimento destes proprietários. Dessa maneira o Império deixou de ter apoio dos fazendeiros escravocratas. As bases mais populares da sociedade Brasileira também não se sentiam representadas pelo governo Imperial. Ou seja, Império perdia influências o que abriu espaço para aProclamação da República em 1889.
Economicamente falando, o café era, sem dúvida, o nosso maior produto de exportação. Além disso, era o maior empregado e também o maior dinamizador da economia interna. Devido a tamanha importância os interesses dos grandes produtores de café sempre estiveram em primeiro lugar na administração da República.
Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto foram os presidentes militares do período inicial da História republicana do Brasil, denominado República da Espada
Marechal Deodoro da Fonseca governou entre 1889 a 1894, quando foi eleito indiretamente o Presidente da República, com Floriano Peixoto como vice.
O governo de Deodoro teve como principal característica o fim da mediação da Igreja nos interesses políticos do País, separando assim a Instituição Igreja Católica do Estado Brasileiro. Deu fim, também, ao Padroado (um acordo entre a Coroa Portuguesa e a Igreja em que a Instituição tinha poderes espirituais em territórios lusitanos, e a Coroa tinha controle na nomeação de eclesiásticos). Além de tornar o casamento um registro civil obrigatório.
Deodoro da Fonseca buscou também resolver os problemas econômicos que o Brasil se encontrava. Optou pela continuidade do processo de liberação da economia, apelidada de “encilhamento”. Esta política foi marcada por permitir o crédito livre às indústrias e assim permita também que os bancos emitissem moeda sem qualquer exigência. Essa política acabou desencadeando uma grande inflação.
O Marechal renunciou devido a sua incapacidade política, com problemas de saúde que o perseguiam desde a Guerra do Paraguai e com o aumento de graves problemas políticos, como o desemprego e a vadiagem.
Dessa maneira quem assume é o seu vice, Floriano Peixoto. Entre seus atos estatizou a moeda e estimulou a indústria para promover os níveis de empregos.
Floriano também repreendeu movimentos monarquistas, que queriam a restituição do governo Monárquico de Dom Pedro II. Além de proibir a circulação do “Jornal do Brasil”, que na época, tinha inclinações monarquistas.
Fonte:
- http://www.infoescola.com/historia/republica-da-espada/
- http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/republica-da-espada/
Por: Pedro Augusto Rezende Rodrigues
Veja também:
http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/republica-da-espada





0 Comentários