Modelagem Matemática Parte II
Modelagem Matemática Parte II
Diante
de tudo que foi colocado, será que é possível para nós professores,
aplicarmos Modelagem Matemática diante do atual programa de ensino?
Segundo
o prof. Pesquisador da UFPR Ademir Donizeti Caldeira, atualmente o
grande problema a ser refletido pelos educadores matemáticos está em
focalizar o aluno em primeiro plano e depois verificar como a
aprendizagem da matemática pode contribuir para que esse aluno possa ter
uma visão mais crítica da realidade; essa contribuição não se dará
apenas através do conteúdo aprendido, mas também por sua inserção numa
dimensão política na forma de sua transmissão-assimilação.
Um
exemplo bem sucedido da aplicação da Modelagem Matemática com relação
ao cumprimento do programa foi dado pela Professora Ms. Elaine Ferruzzi -
CEFET-PR, que dá aula para uma turma de eletrônica do CEFET,
conseguindo cumprir o programa todo utilizando a Modelagem Matemática.
Disse ela:
“_ Eu tive sorte!”
O
Prof. Dr. Jonei Cerqueira Barbosa, dá a seguinte sugestão com relação à
aplicação da modelagem matemática dentro do atual programa:
1) Conhecer os limites da instituição de ensino;
2) Começar com modelos curtos e mais simples, que durem no máximo duas aulas, por exemplo;
3) Analisar o tempo, e aquilo que é possível fazer;
4) Analisar o seu saber e o saber dos alunos;
5) A disposição e grau de interesse dos alunos, bem como a sua motivação.
6) A disposição e apoio da direção da escola.
Como avaliar um trabalho de Modelagem Matemática?
1) Conhecer os limites da instituição de ensino;
2) Começar com modelos curtos e mais simples, que durem no máximo duas aulas, por exemplo;
3) Analisar o tempo, e aquilo que é possível fazer;
4) Analisar o seu saber e o saber dos alunos;
5) A disposição e grau de interesse dos alunos, bem como a sua motivação.
6) A disposição e apoio da direção da escola.
Como avaliar um trabalho de Modelagem Matemática?
Ainda
segundo o Prof. Dr. Jonei Cerqueira Barbosa, com relação à avaliação de
um projeto de modelagem matemática, ele sugere uma avaliação por meio
de relatórios, analisando o grau de desenvolvimento do aluno bem como o
seu processo de evolução, ou seja, o que ele realmente aprendeu através
da Modelagem Matemática.
Contudo,
nós como professores conscientes, devemos levar em conta o que é mais
importante: Cumprir o programa? Ou fazer com que o aluno aprenda
Matemática e a sua importância em sua vida?
E afinal, quem é que consegue cumprir rigorosamente o programa de ensino estabelecido?
E afinal, quem é que consegue cumprir rigorosamente o programa de ensino estabelecido?
Ao
participar do evento na categoria de Comunicação Científica,
apresentamos na oportunidade um trabalho com o título: Cubagem de Toras
Cilíndricas e Modelagem Matemática, cujo projeto está nos anais do I
EPMEM, trabalho este que tinha por objetivo maximizar o volume de uma
tora cilíndrica com o objetivo de obter o maior lucro possível, mas
também, poderíamos fazer uma reflexão crítica no sentido de que quanto
mais madeira obtivermos de uma mesma tora menos árvores precisariam ser
cortadas, trabalhando neste caso, a questão ética e ambiental, este é o
objetivo da modelagem matemática.
Contudo, o projeto visa basicamente, a aplicação da teoria da modelagem matemática no nosso cotidiano, servindo de apoio no processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos.
Contudo, o projeto visa basicamente, a aplicação da teoria da modelagem matemática no nosso cotidiano, servindo de apoio no processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos.
Devido
à necessidade de buscarmos novas maneiras de ensinar e aprender, esta
proposta busca auxiliar o processo de ensino-aprendizagem de nossos
alunos, servindo como uma alternativa no ensino da geometria espacial,
através da elaboração de um Modelo Matemático na busca de uma solução
para uma determinada situação-problema, a fim de que os alunos passem a
enxergar a Matemática em nosso cotidiano de uma forma prática e
objetiva, não apenas aquela vista nos livros didáticos, sem vida e
distante da realidade de seu dia-a-dia.
Acreditamos
que, sempre quando for possível, devemos trabalhar os conceitos
matemáticos à partir da realidade do meio em que vivem nossos alunos,
deste modo, a Matemática passa à ser mais interessante e sedutora aos
olhos de nossos alunos, pois eles são capazes de contribuir na própria
construção do saber ao qual estão tendo contato, e a escola deixa de ser
algo fora da sua realidade social e começa à fazer parte do seu
cotidiano.
Neste
sentido, acreditamos que a proposta de trabalho é viável para sua
aplicação devido ao grau de dificuldade apresentado em seu
desenvolvimento e ao fácil acesso na coleta dos dados e a simplicidade
dos cálculos aplicados.
Jean Carlos Silveira é acadêmico do 5º ano do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
João Luiz Domingues Ribas é
Mestre em Educação, Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de
Ensino da Universidade Estadual de Ponta Grossa, atua nos cursos de
Licenciatura em Matemática e Pedagogia.
CONFERENCIAS E PALESTRAS CITADAS NESTE ARTIGOMODELAGEM MATEMÁTICA E A SALA DE AULADionísio Burak
Professor do Departamento de Matemática da UNICENTRO- Guarapuava- PR.
Professor do Mestrado em Educação da UEPG – Ponta Grossa – PR
MODELAGEM MATEMÁTICA E A PRÁTICA DOS PROFESSORES DO ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIOAdemir Donizeti Caldeira
Professor Pesquisador CAPES/PRODOC da UFPR
MODELAGEM MATEMÁTICA NO ENSINO TECNOLÓGICOElaine Cristina Ferruzzi
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná
MODELAGEM NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UMA PERSPECTIVAJonei Cerqueira Barbosa
Doutor em Educação Matemática pela UNESP (Campus Rio Claro)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANASTÁCIO,
Maria Queiroga Amoroso. Considerações sobre a Modelagem Matemática e a
Educação Matemática. Rio Claro, 1990. Dissertação de Mestrado, UNESP.
BIEMBENGUT,
Maria Salett, Modelação Matemática como Método de Ensino-Aprendizagem
de Matemática em cursos de 1º e 2º graus Rio Claro, 1990. Dissertação de
Mestrado, UNESP
BIEMBENGUT, Maria Salett, Modelagem Matemática & Implicações no Ensino-Aprendizagem de Matemática, Editora FURB, 1999.
FERREIRA,
Eroni Andrade de Souza. Modelagem Matemática com peças da Oficina
Mecânica. Guarapuava, 2000.Monografia de Especialização, UNIOESTE.
GAZETTA,
Marineusa. A Modelagem como Estratégia de Aprendizagem da Matemática em
Cursos de Aperfeiçoamento de Professores. Rio Claro, 1989.UNESP.





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