Advogados afirmaram que o político "está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro".
Paulo Moura

A defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), parlamentar flagrado por policiais federais com dinheiro na cueca, alegou que os valores encontrados com o político durante uma operação realizada na última quarta-feira (14), teriam origem comprovada e serviriam para pagamento dos funcionários de uma empresa da família dele.
A declaração foi dada em nota publicada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso no domingo (18). Os defensores de Rodrigues apontaram que o dinheiro encontrado na casa do senador é lícito e que não há qualquer evidência de desvio. Os profissionais afirmaram que o político “está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro”.
– O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador. Em 30 anos de vida pública, o senador nunca sofreu uma condenação – escreveram.
Os defensores também falaram sobre o dinheiro escondido na cueca e disseram que a atitude “foi uma reação impensada, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial”. Chico foi alvo de mandado de busca e apreensão na última quarta em uma operação contra desvios de recursos destinados ao combate contra o coronavírus.
– [Sobre colocar o dinheiro na cueca,] Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta -declararam os advogados.
Leia a nota da defesa de Chico Rodrigues na íntegra:
“A defesa do senador Chico Rodrigues manifesta sua perplexidade com o linchamento sofrido por ele, sem que haja qualquer prova contra sua conduta.
O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador.
E mais: os recursos destinados por emenda parlamentar à Covid-19 em seu estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos.
Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”.





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